Internet: google não vai aceitar mais censura aos resultados das buscas na China

Publicado em 02 de Março de 2010   
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Uma alta responsável da Google disse hoje que não foi fixada nenhuma data limite para decidir sobre a continuidade das operações na China, mas assegurou que o grupo está determinado a não submeter à censura o seu motor de busca.

"Estamos em vias de analisar as nossas atividades [na China] atualmente", afirmou a diretora jurídica adjunta da Google, Nicole Wong, numa audição parlamentar sobre a "Liberdade da Internet mundial e o Estado de Direito".

Interrogada pelo senador democrata do Illinois Richard Durbin sobre uma data limite, Nicole Wong afirmou: "Nós não temos um calendário preciso."

"Dito isto, estamos firmemente decididos a não censurar mais os resultados das buscas na China e estamos a trabalhar para este objetivo", acrescentou.

A Google "tem muitos funcionários no terreno" na China. "Estamos conscientes da gravidade e do caráter sensível da decisão que tomarmos", afirmou Nicole Wong.

"Nós queremos chegar lá: parar com a censura dos resultados das pesquisas de maneira conveniente e responsável", acrescentou a representante da empresa norte-americana de tecnologia.

Nicole Wong não deu detalhes sobre os ataques informáticos que a Google detetou em janeiro, que foram um dos fatores que levou o grupo a ameaçar retirar-se do mercado chinês.

A representante da Google afirmou que mais de 25 governos começaram a bloquear os serviços da Google nestes últimos anos. Sem citar todos, Nicole Wong referiu 13 países que bloquearam o site de partilha de vídeos Youtube desde 2007: China, Tailândia, Turquia, Paquistão, Marrocos, Brasil, Síria, Indonésia, Irão, Arábia Saudita, Birmânia, Bangladesh e Turquemenistão.

As plataformas de blogues Blogger e Blogspot foram também bloqueadas em pelo menos sete países nos últimos dois anos: China, Espanha, Índia, Paquistão, Irão, Birmânia e Etiópia.

NYD.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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