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Passos Coelho começa demolidor na corrida a líder

Publicado em 03 de Março de 2010   
Quase 70% dos delegados até agora eleitos para o congresso extraordinário são apoiantes de Passos Coelho. Rangel tem 26,11%
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Demolidora. É o que se pode dizer da percentagem de delegados eleitos até agora por Pedro Passos Coelho para o congresso extraordinário de 12 e 13 de Março. Segundo os dados a que o i teve acesso, a candidatura de Passos Coelho está neste momento com 68%, contra 26,11% de Paulo Rangel e 3,5% de José Pedro Aguiar-Branco.

Trocando por delegados, Passos já elegeu 288, seguindo-se Rangel com 93 e Aguiar com 15. Os números são provisórios uma vez que foram eleitos aproximadamente 398 delegados em 750. Ainda assim, o candidato há mais tempo no terreno recolhe já nesta altura 33,2% do total final de delegados eleitos que estarão presentes no congresso.

Dos números até agora apurados e que poderão sofrer algumas alterações de pormenor, Paulo Rangel, o candidato a líder do PSD que se compromete a "libertar o futuro", vence apenas em Braga, onde tem dez delegados contra seis de Passos e um de Aguiar-Branco. Também aqui faltam eleger 13 representantes no congresso. De resto, Passos Coelho arrasa, de Castelo Branco - 14 num total de 16 delegados eleitos - a Faro, onde obteve 17 representantes contra oito de Rangel e dois de Aguiar-Branco, num total de 27.

Como se esperava, até pelo apoio pessoal do presidente da distrital de Lisboa, Carlos Carreiras, a capital é uma das grandes fontes de delegados da candidatura do ex-líder da JSD: em 63 eleitos no distrito, estão apurados até agora 31 apoiantes de Passos, contra oito que são atribuídos a Rangel.

É verdade que o congresso extraordinário não é electivo, mas apenas estatutário. Não se irá escolher o novo líder do PSD senão nas directas de 26 de Março. Mas, como disse Marcelo Rebelo de Sousa no seu último programa de domingo na RTP, há o risco de a reunião magna do PSD ser transformada num concurso de aplausos - e convém ter mais pares de mãos a apoiar.

Os apoiantes de Paulo Rangel argumentam que os números não são definitivos e confiam na capacidade política do eurodeputado para conseguir dar a volta aos resultados. A oratória do candidato é considerada como um dos seus maiores trunfos, mas falta também perceber qual vai ser a influência de um congresso extraordinário que se realiza duas semanas antes das directas.

Fonte da candidatura de Aguiar-Branco também diz que é muito cedo para conclusões, recusando comentar números que estão longe de serem definitivos e argumentando que o congresso estatutário não tem poderes electivos.

Falta ainda avaliar a prestação dos candidatos nos debates na televisão, que começaram ontem com um frente-a- -frente entre Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho e que prosseguem na quinta-feira na SIC Notícias com Aguiar-Branco e Paulo Rangel.

Pelo caminho fica a possibilidade de as directas se realizarem em duas voltas, uma revisão de estatutos que possibilitaria ao líder ser eleito com maior apoio percentual. "Mudar" pode ser o lema de Passos, mas a sua candidatura avisou que não aceita alterar as regras a meio do jogo. Também Rangel defendeu que uma alteração a meio da corrida não faria sentido.


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