Cinema
Mia Wasikowska: a nova Alice faz as maravilhas de Hollywood
por Clara Silva, Publicado em 02 de Março de 2010
Conquistou Tim Burton e Gus Van Sant. A actriz de 20 anos foi bailarina até cair na toca da representação
O apelido de Mia é difícil de pronunciar. Lê-se Vá-xi-cóv-ska, mas há tempo para treinar a pronúncia. Nos próximos meses a actriz de 20 anos ficará mais conhecida como a Alice do filme-maravilha de Tim Burton, que se estreia em Portugal na quinta-feira.
De cabelo cortado à rapaz, Mia já se livrou dos longos cabelos loiros da Alice de 19 anos reinventada pelo realizador Tim Burton. Depois de, ao lado de Johnny Depp, ter gravado em 2008 um dos filmes mais aguardados do ano, os convites para novos projectos não têm parado. Este mês foi capa da "Vanity Fair", ao lado de oito jovens actrizes como Carey Mulligan e Evan Rachel Wood: "Uma nova década, uma nova Hollywood." Para Mia, o papel da famosa Alice é só o início.
Em 2009 interpretou a filha adolescente de um casal de lésbicas (Annette Bening e Julianne Moore), no filme independente "The Kids Are All Right", com estreia prevista nos EUA para Julho. O realizador Gus Van Sant também não ficou indiferente ao talento da jovem actriz, filha de uma fotógrafa polaca e de um pintor australiano. Convidou-a para o papel principal no seu próximo filme, "Restless", ainda em produção. Com o convite vieram as tesouradas no cabelo e o novo look de Mia, que em 2011 será Jane Eyre na adaptação cinematográfica do clássico.
Depois de uma longa procura da Alice perfeita, Mia Wasi- kowska foi a escolha acertada de Tim Burton, anunciada em Julho de 2008, e o primeiro nome confirmado no elenco. A actriz, que até então só tinha participado numa produção americana - a série da HBO "In Treat- ment" -, decidiu ir ao casting para "Alice no País das Maravilhas". Anne Hathaway (que no filme encarna a Rainha Branca) tinha recusado ser Alice porque queria afastar-se dos papéis "de menina bonita vestida de fada", disse à revista "GQ". Mia ficou--lhe com o lugar.
Até aos 15 anos a australiana não pensou vir a ser actriz. "Dançava 35 horas por semana", contou numa entrevista ao "The Sunday Times", "mas havia demasiada exigência física e isso acabava por afectar o meu amor- -próprio".
Começou a interessar-se por cinema e por filmes sobre a "imperfeição e sobre todas as coisas que nós, como seres humanos, fazemos mal". Daí até entrar na série australiana "All Saints", de 2004, foi um pequeno passo. Quatros anos mais tarde estava a contracenar com Johnny Depp (o Chapeleiro Louco) e, provavelmente, a recuperar o amor- -próprio. "Ele é exactamente como o imaginamos: é simpático e é um actor incrível", disse na mesma entrevista.
Para Mia, a pior parte de ser Alice foi representar em frente de um ecrã verde, usado para acrescentar efeitos de computador ao filme, que também terá uma versão 3D. "Quando estás a representar em frente de uma bola de ténis que supostamente é o gato de Cheshire não vês as reacções dele. Tens de fingir que sabes."
Apesar da sua promissora carreira em Hollywood, a actriz continua a dormir na sua cama de criança, em Camberra.
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.
Artigo: Mia Wasikowska: a nova Alice faz as maravilhas de Hollywood
Actividade em ionline