Meteorologia

Mau tempo: bombeiros responderam a 60 ocorrências no Barreiro

Publicado em 01 de Março de 2010   
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O mau tempo que se faz sentir por todo o país provocou quedas de estruturas e árvores, inundações e danos em veículos no Barreiro, durante o fim-de-semana, levando à intervenção dos bombeiros em cerca de 60 situações.

O comandante dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, José Figueiredo, disse nesta segunda-feira que a corporação respondeu a várias ocorrências, tendo-se registado 23 quedas de estruturas, dez quedas de arvores, inundações, danos em veículos e o transbordo do rio Coina, o que obrigou a cortar a circulação durante cerca de 40 minutos.

“O Rio Coina transbordou duas vezes, na primeira não foi necessário cortar a circulação, mas na segunda, no domingo, esteve cortada a circulação na estrada nacional 10/3 por 40 minutos”, disse em declarações à Agência Lusa.

O mau tempo não causou feridos mas provocou algumas situações de difícil resolução.

“Tivemos danos em veículos, um deles causado por uma obstrução no IC-21 que obrigou a que uma faixa estivesse cortada. O vento provocou também danos num edifico da avenida do Bocage”, referiu.

O adjunto de comando dos Bombeiros Sul e Sueste, explicou ainda à Agência Lusa que para a sua corporação o fim-de-semana também foi complicado, tendo acontecido “de tudo um pouco”.

“Tivemos problemas em estruturas, em coberturas, em andaimes mal colocados, queda de árvores, inundações e até um fogo. Respondemos a cerca de 27 ocorrências”, disse.

Entre as situações mais complicadas, referiu um anúncio que esteve em risco de queda na Rua Professor Egas Moniz, situação que demorou cerca de três horas a ser resolvido, as telhas do pavilhão da escola Álvaro Velho que saltaram e originaram um buraco e a queda de um muro.

“Não estiveram em perigo habitações, o único caso foi o de uma situação que já conhecíamos, de um telhado que estava em muito mau estado e que pior ficou com o mau tempo”, salientou.

Na Rua Miguel Pais, no centro do Barreiro, um edifício abandonado começou a registar indícios de cair e os serviços da autarquia resolveram proceder ao resto da sua demolição para evitarem situações mais graves.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico



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