Pilotos da TAP voltam a ponderar recurso à greve contra Fernando Pinto

Publicado em 01 de Março de 2010   
Recusam "continuar a contribuir para lucros" que são desperdiçados em más opções estratégicas
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A guerra entre os pilotos e a administração da TAP continua na ordem do dia. Ontem, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) emitiu um novo comunicado a denunciar um impasse na negociação do novo Acordo de Empresa, tendo por isso agendado "para o próximo dia 10 de Março" uma assembleia geral onde irá analisar "as acções a adoptar para sensibilizar a administração da TAP" para as negociações. O recurso à greve será um dos pontos na agenda, disse ao i fonte oficial do SPAC.

No comunicado de ontem, os pilotos - cujo tom tem vindo em crescendo - garantem que "não podem e não vão continuar a contribuir expressiva e decisivamente para a formação de lucros da unidade de negócio do transporte aéreo que são depois consumidos pelas opções estratégicas desta administração". Sublinham que concedem "9 milhões de euros por ano" para a empresa, ao abdicarem de créditos de férias e que, ao contrário dos outros trabalhadores da empresa, "os pilotos não foram aumentados em 2003 nem foram contemplados na distribuição de prémios em 2007".

O SPAC acusa ainda a administração de Fernando Pinto de "pretender manter a erosão dos salários reais verificada na última década", não restando por isso "outra opção aos pilotos" senão avançar com medidas de "sensibilização" do CEO da TAP.



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