O presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, manifestou hoje “satisfação” pelo facto de a Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, ter visitado sábado a Lagoa de Óbidos, mas lamenta que não tenham sido avisados os autarcas.
“Soubemos que a Ministra visitou a Lagoa e manifesto, por um lado, a satisfação de ter vindo pessoalmente à Foz do Arelho mas, por outro, não posso deixar de fazer um reparo por não ter avisado os autarcas que a tinham convidado a vir à Foz do Arelho” disse à Lusa Fernando Costa.
A visita da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, e do Governador Civil de Leiria, Paiva de Carvalho, foi divulgada durante a concentração de populares e políticos dos concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos que esta tarde pretendiam manifestar-se na Foz do Arelho, para exigir soluções para a Lagoa de Óbidos.
O gabinete da ministra confirmou à Lusa a deslocação efetuada sábado, justificando que “ a senhora Ministra quis confirmar no terreno aquilo que os relatórios e INAG (Instituto da Água) e do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) têm apontado para a Lagoa”.
Dulce Pássaro enviou uma comunicação à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, declinando o convite para estar presente na concentração, mas garantindo estar a “acompanhar em permanência a situação da Lagoa de Óbidos” e a reafirmando o compromisso de “avançar com os trabalhos de estabilização da Lagoa”.
Os trabalhos incluem uma dragagem para fixação da aberta em abril/maio e a antecipação das grandes dragagens para o final do ano.
Mas o presidente da câmara voltou hoje a defender que “se não houver uma intervenção mais acentuada, daqui a oito dias poderá não haver praia, tendo em conta a progressiva degradação e o avanço do mar”.
Fernando Costa admite recear “ que o Ministério e o INAG tenham apenas como preocupação o exutor (que transporta os esgotos para mar) esquecendo-se do que está a acontecer ao areal”, que a força das marés tem vindo a reduzir ponde em risco a época balnear.
O autarca voltou a defender o “fecho transitório da aberta (canal que liga a Lagoa ao mar)” solução com a qual “segundo informações particulares, os técnicos do LNEC, concordam e que permitia que em algumas semanas a aberta pudesse ser deslocalizada para sul”.
“Se não for fechada a aberta rapidamente não só o exutor fica em perigo como todo o areal da praia será engolido pelo mar e dificilmente poderá ser restabelecido depois” alerta Fernando Costa que diz não perceber “ porque é que o Ministério do Ambiente não dá ordens para se proceder a essa obra”.
A solução vai voltar a ser proposta terça feira, durante a reunião da Comissão de Acompanhamento da Lagoa, mas Fernando Costa teme que “a praia desapareça antes de termos resposta”.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




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