A tomada de posse do presidente eleito do Chile realiza-se como estava previsto a 11 de março, apesar da situação causada pelo forte sismo que abalou o país no sábado, declarou hoje o presidente do Senado, Jovino Novoa.
O presidente do Senado verificou hoje os estragos causados pelo sismo no Congresso Nacional, em Valparaíso, onde se celebrará a passagem de poder da atual presidente, a socialista Michelle Bachelet, para o conservador Sebastián Piñera, eleito em janeiro.
Segundo Novoa, a sala onde terá lugar a cerimónia "está em perfeitas condições".
No entanto, o ministro secretário-geral da presidência, José Antonio Viera-Gallo, antecipou que a cerimónia deverá ser austera, sem festejos, devido ao violento sismo que atingiu o país, deixando mais de 300 mortos, 15 desaparecidos e um milhão de desalojados.
Em declarações a uma rádio, Viera-Gallo defendeu que a transição de poder deve limitar-se a uma cerimónia com a passagem dos símbolos do poder e entrada em funções das novas autoridades.
A posse de Piñera marca o regresso da direita ao poder, após 20 anos de governação de centro-esquerda no Chile a seguir à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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