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Cheias no Douro: zonas ribeirinhas do Porto e de Gaia em alerta vermelho

Publicado em 28 de Fevereiro de 2010   
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O rio Douro poderá galgar as margens nas zonas ribeirinhas do Porto e Gaia hoje, pela hora do almoço, devido à subida do seu caudal, disse à Lusa fonte da Capitania do Douro.

Segundo a mesma fonte, as previsões apontam para uma subida das águas do rio, o que poderá alagar as zonas ribeirinhas destas duas cidades vizinhas cerca das 14:00.

O Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro alterou mesmo a fase de vigilância de pré emergência para emergência, em virtude do aumento dos caudais do rio, que passa a estar em alerta vermelho de cheia.

Contactado pela Lusa, o vereador da Proteção Civil da Câmara de Gaia, Mário Fontemanha, afirmou que as previsões apontam para cheia cerca das 14:30/15:00, porque as barragens de Alpendurada e Crestuma/Lever atingiram o ponto de saturação.

"O mar não está absorver a água que está a ser debitada pelas barragens, sendo previsível cheia esta tarde", disse o autarca.

Mário Fontemanha referiu ainda que todos os comerciantes da zona ribeirinha de Gaia estão já a salvaguardar os seus bens.

A autarquia de Gaia já colocou no terreno "várias equipas de piquete" das Águas de Gaia, bombeiros e polícia municipal, bem como funcionários para colaborarem, em caso de necessidade, na recolha de bens das casas ribeirinhas.

A agência tentou, sem sucesso, contactar o vereador da Câmara do Porto responsável pelo pelouro da Protecção Civil, Manuel Sampaio Pimentel.

Entretanto, uma informação difundida pelo Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro refere ser provável que as cheias atinjam o troço Foz - Crestuma, durante o período da preia-mar, entre as 13:00 e as 16:00, e as zonas de Crestuma, Arnelas, Avintes, Oliveira do Douro, Marina Freixo, Ribeira, cais de Gaia, Miragaia e Afurada.

À população, recomenda-se que se mantenha alerta à evolução da situação e tome as medidas preventivas relativas a bens.

Os habitantes destas zonas devem estar também atentos às instruções dos agentes da Protecção Civil.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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