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Mercado do Bolhão "está em perfeito estado estrutural", diz vereador do Porto

Publicado em 28 de Fevereiro de 2010   
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O Mercado do Bolhão, no Porto, “está em perfeito estado estrutural”, disse à Agência Lusa o vereador Correia Fernandes, do PS, citando um estudo efetuado em 2009 pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

O autarca acrescentou que soube do estudo e dos seus resultados durante uma reunião que a Plataforma de Intervenção Cívica, de que faz parte, manteve em setembro último com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).

O estudo, adiantou também Correia Fernandes, foi feito a pedido do Igespar, consistiu numa “radiografia completa” ao Bolhão e revelou que o edifício “está muito melhor do que se pensava” - e a sua aparência sugere.

“A parte degradada é a que se vê e é à superfície”, continuou, considerando que, por esse motivo, os “projetos de especialidade necessários para concretizar a recuperação do Bolhão são, afinal, menos do que se pensava, pois a tarefa aparece muito facilitada”.

Um dos sete pontos da ordem de trabalhos da próxima sessão da Assembleia Municipal, marcada para dia 1 de março, é precisamente “a situação em que se encontra a recuperação do Mercado do Bolhão”.

A inclusão desse ponto foi solicitada pelo PS, que também requereu “toda a informação sobre este assunto em tempo útil”, de acordo com o deputado Gustavo Pimenta.

A questão não é pacífica e o líder do PSD na Assembleia Municipal disse mesmo à Lusa que o debate sobre o Bolhão “é uma coisa completamente despropositada e extemporânea, pois não há factos relevantes novos que o justifiquem”.

“Se é para saber (o que se passa com o projeto de recuperação do Bolhão), perguntam, não falam”, argumentou Paulo Rios.

Correia Fernandes recorda que o orçamento municipal para 2010 destina um milhão de euros para o Bolhão, “o que não cobre senão as despesas com os projetos de especialidade”, que diz serem “uma competência da própria câmara”.

“A obra vai deslizar para 2011 ou 2012”, conclui o vereador.

A autarquia liderada por Rui Rio chegou a admitir que as obras de requalificação do Bolhão podiam começar “no final” de 2009, isto depois de ter abortado o plano inicial para a reabilitação do mercado, que envolvia uma empresa privada, a TCN, o que gerou grande polémica junto de alguns setores da cidade.

A verdade é que a Câmara viria a romper TCN, alegando incumprimentos por parte desta, e a juntar-se a outro parceiro, o Ministério da Cultura, para a requalificação do mercado quase centenário (foi inaugurado em 1914).

A autarquia propôs um novo programa para o Bolhão, que “manterá a sua traça e cunho tradicional”, e o Igespar comprometeu-se a elaborar o projeto da sua recuperação.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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