O Presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, anunciou hoje que vai destinar 2 por cento do orçamento à reconstrução das zonas afetadas pelo sismo que hoje abalou o país e provocou pelo menos 122 mortos.
"Prometo ajuda total da equipa do futuro Governo à Presidente (Michelle) Bachelet", disse Piñera, cuja posse está prevista para 11 de março.
O terramoto de 8,8 na escala de Richter que se registou na madrugada de hoje causou grande destruição no centro e no norte do Chile.
"Este terramoto significa um duro golpe para a sociedade chilena, é o maior que enfrentámos nos últimos 30 anos e vai exigir esforço", afirmou aos jornalistas o Presidente eleito, antes de se deslocar às zonas afetadas.
"Quero lamentar o ocorrido e partilhar a dor dos familiares das mais de 122 pessoas que perderam a vida neste terramoto", disse Piñera, apontando a possibilidade de o balanço de vítimas aumentar. "Temos ainda muitos feridos", adiantou.
"Também quero afirmar com todo o vigor que vamos pôr à disposição do atual Governo toda a colaboração do futuro executivo", acrescentou.
O Presidente eleito manifestou apoio ao gabinete nacional de emergências e pediu à diretora deste, Carmen Fernández, que continue depois de dia 11 de março, quando Michelle Bachelet deixar o poder.
"Esta é uma ocasião em que o Chile deve unir-se para ajudar as vítimas, os familiares das pessoas que perderam a vida, para reconstruir o que foi destruído e para enfrentar melhor as emergências causadas pela natureza", salientou o futuro Chefe de Estado chileno.
A eleição de Piñera, em janeiro passado, marca o regresso da direita ao poder, após 20 anos de governação de centro-esquerda no Chile a seguir à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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