Sismo no Chile: twitter volta a centrar comunicações globais sobre desastre

Publicado em 27 de Fevereiro de 2010   
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Fotos com imagens da destruição no Chile, relatos de sobreviventes e pedidos de ajuda para informação sobre familiares e imagens da corrida aos supermercados e gasolineiras no Haiti dominam hoje a linha do micro-blog Twitter.

A palavra Chile é há algumas horas a palavra mais menciona nas comunicações dos cerca de 18 milhões de utilizadores deste instrumento de comunicação, numa intensidade que já se tinha verificado aquando do recente sismo no Haiti.

São mensagens em todas as línguas, com todo o tipo de conteúdo - incluindo links para serviços de emergência, formas de contactar entidades oficiais e fotos e vídeos amadores com imagens dos efeitos do sismo.

Em alguns momentos, chega a haver mil novas mensagens por minuto com referências à situação no Chile, no Hawai ou noutras zonas potencialmente afetadas pelo sismo e pelo tsunami que este gerou.

Multiplicam-se imagens que demonstram as longas filas nos supermercados e gasolineiras no Hawai onde as autoridades emitiram já alertas de evacuação para as zonas baixas devido à chegada das ondas do tsunami, que se esperam entre as 10:15 e as 11:00 locais.

Manifestações de solidariedade sucedem-se de várias partes do globo, com membros do Twitter, de todas as idades a expressarem a sua emoção face ao desastre natural no Chile.

Vários utilizadores do Twitter vão registando as sucessivas réplicas, pelo menos 30 desde o sismo principal da madrugada de hoje, hora local.

E outros notam os potenciais efeitos adicionais: “um quarto do global está atualmente sob ameaça de um tsunami”, explica lwatkins84.

Há mesmo quem forneça outro tipo de informação, como é o caso de GregHoward que compara o sismo em Chile com o do Haiti, recordando que “felizmente o Chile fez muito em termos de regras de construção desde 1960”.

Ou o caso de toddalcott que recorda as polémicas declarações feitas depois do sismo no Haiti, por evangelistas norte-americanos, que afirmaram que o país “fez um pacto com o Diabo”.

“Então e agora o Chile, também fez um pacto com o diabo”, questionava num dos seus posts.

Pelo twitter pode ainda chegar-se a links para televisões, rádios e outros órgãos de informação da zona afetada, que mantém uma cobertura permanente da situação.

É o caso da televisão KHNL, do Hawai, onde se dá conta da fuga em massa da população para zonas altas, o que está a causar engarrafamentos grandes em várias zonas, especialmente porque uma das estradas de saída de um dos locais onde se espera o tsunami está bloqueada por um acidente.

Os jornalistas repetem apelos das autoridades para que se mantenha a calma, para que quem não está em zonas de evacuação permaneça em casa evitando congestionar as ruas e para que se afastem da costa.

“Não deve minimizar-se os potenciais efeitos do tsunami. Não vão para a costa para ver as ondas. É um risco elevado”, recomenda um dos repórteres da KHNL.

Um outro post relembra que o Chile está a semanas da saída de um governo e da entrada de outro: “um Governo que começa com uma catástrofe”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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