Sismo no Chile

Chile: relatos do horror e pânico sentidos no segundo pior sismo de que há memória

Publicado em 27 de Fevereiro de 2010   
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Testemunhas descreveram hoje o pânico que viveram na sequência do sismo no Chile, descrevendo a queda parcial de edifícios, os gritos e o drama que as populações das zonas afetadas sentiram.

Em blogs, no twitter, no Facebook e em praticamente todos os grandes órgãos de informação mundiais sucedem-se os relatos de chilenos e estrangeiros que viveram o sismo na primeira pessoa.

“Foi aterrador, eterno e com muito ruído”, contou à EFE em Santiago do Chile, Alberto Gómez Font, coordenador da Fundação de Espanhola Urgente, que monitoriza o uso da língua nos media.

Estava a dormir, recorda, quando tudo começou a tremer no quarto “e o edifício todo a abanar”.

“Foi longo e eterno esta manhã”, conta Pamela, numa nota remetida para um blog a partir de Valpariso.

Marco Vidal, responsável por um grupo de 34 ciclistas americanos e que estava no 19º andar de um hotel no centro de Santiago, quando o sismo “começou a fazer tudo cair no chão”.

“O edifício estava a oscilar. Fiquei aterrado”, segundo explica ao The Times que cita ainda o testemunho de Cynthia Locono, norte-americana que relatou a queda de objetos em casa mas garante que todos permaneceram calmos, “sem pânico”.

Júlio Alvarez, por seu lado, disse à Rádio Cooperativa em Santiago, que o sismo ocorreu quanto um grupo grande de pessoas saia de uma discoteca na cidade de Vina del Mar.

“Foi horroroso. As pessoas estavam a gritar, algumas a correr. Outras pareciam paralisadas sem saber o que fazer”, contou.

Outro residente, idoso, explicou à mesma rádio, que a sua casa tinha sido completamente destruída. “Eu e a minha mulher ficámos escondidos num canto várias horas até que nos conseguiram resgatar.

Horas depois os relatos dão conta da resposta das autoridades, com a luz e as comunicações a voltarem a vários locais, ainda que a intensidade de comunicações continue a bloquear a rede móvel.

Marcel Bazaes, por exemplo, contou na edição espanhola da BBC online que no centro os serviços básicos estão a regressar, mas que ele próprio ainda não conseguiu contactar os pais, que residem na cidade de Olmué.

Maria Angélica, en San Javier, relata os efeitos nas construções mais antigas en San Javier, “que estão todas no solo”, não havendo ainda comunicações nas zonas da costa.

“Por favor publiquem o que saibam sobre Constitucion. Não temos luz nem água potável”, relata.

Outras testemunhas descrevem incêndios, fendas em edifícios, cortes em luz e água e como o sismo se chegou a sentir em países vizinhos, como a Argentina.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***



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