Mau tempo

Dez distritos e Madeira estão hoje com aviso vermelho

por Mariana de Araújo Barbosa e Sara Sanz Pinto, Publicado em 27 de Fevereiro de 2010   
Previsões para o fim-de-semana incluem "ventos excepcionalmente fortes" e ondas gigantes
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Dez distritos a norte de Lisboa e o arquipélago da Madeira estão sob aviso vermelho (o mais grave na escala do Instituto de Meteorologia Português) até às 24h00 de sábado. Segundo o comandante Gil Martins, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) - que tem uma escala diferente -, há 14 distritos em alerta laranja e quatro em alerta amarelo.

O mau tempo acentuado vai sentir-se sobretudo nas primeiras horas da manhã de sábado, "principalmente na região do Litoral Norte". "Há uma tendência para que os extremos de chuva/seca e frio/calor sejam cada vez mais frequentes e mais violentos", explicou o meteorologista Anthímio de Azevedo, sublinhando que "as previsões apontam para que seja uma situação própria de Inverno".

Gil Martins diz que deverão ocorrer "ventos excepcionalmente fortes", que podem atingir os 160 km/h no Litoral Centro do país. Assim, durante o fim-de-semana recomenda-se especial cuidado na condução de veículos, reduzindo as deslocações ao necessário.

Os restantes distritos em aviso laranja, segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal, são Bragança, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro. O arquipélago dos Açores é a única região do país a ser pouco afectada pelo mau tempo.

Na sexta-feira ao fim da tarde circulavam rumores na internet de que um furacão iria atingir a Madeira e o continente este fim--de-semana. Horas depois, um comunicado do Instituto de Meteorologia de Portugal (IMP) desmentia essa possibilidade. "Trata-se de uma tempestade muito violenta que se gera numa região tropical, entre as ilhas de Cabo Verde e a América Central. Não creio que estejamos perante um cenário desses", respondeu ao i o meteorologista Anthímio de Azevedo, quando questionado sobre um eventual furacão.

Face a este cenário, a ANPC reuniu-se na sexta-feira com a EDP, a PT, a REN (Redes Eléctricas Nacionais) e o INAG (Instituto Nacional da Água) para activar planos operacionais de crise. A ANPC tem 5 mil elementos de prevenção, a EDP tem 5 mil pessoas para "ocorrer ao que for preciso" e a PT tem "mil e quinhentas em prontidão", assegurou Gil Martins. A ANPC garantiu ainda que vai estar em "muito estreita articulação" com as Forças Armadas no apoio a eventuais problemas resultantes do mau tempo.

"Os efeitos mais prováveis num cenário como o expectável são inundações por transbordo de rios e aumento de número de acidentes de viação", disse o responsável da ANPC, para um dia em que são esperadas ondas de até sete metros. O alerta é também para os rios Minho, Lima, Douro, Vouga e Tejo, em que as populações próximas devem ter especial cuidado. José Eduardo Duarte do IMP explicou, em conferência de imprensa, que a situação climatérica que se vive hoje no país resulta de "um cavamento explosivo que está a deslocar--se de sudoeste para oeste, passando pelos arquipélagos da Madeira e dos Açores".


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