Comerciantes e EMEL chegam a acordo sobre circulação de fornecedores nos bairros lisboetas

Publicado em 26 de Fevereiro de 2010   
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Os comerciantes de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica e a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) encontraram uma “solução de compromisso” sobre a circulação de fornecedores que não exige a posse do novo cartão de acesso.

Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, os fornecedores vão poder circular nos bairros “nos períodos de cargas e descargas mesmo sem ter o cartão” criado recentemente pela empresa, o “Viva Viagem Bairros Históricos”.

No entanto, a utilização do título vai ser “dinamizada e desenvolvida”, sobretudo junto dos fornecedores assíduos.

“A lógica do cartão existirá. Ainda assim, continua sempre a existir a possibilidade de poderem entrar aqueles que não o têm por alguma razão, como serem visitas esporádicas, ao contrário do que inicialmente entendiam, que era o fecho completo a quem não o tivesse”, adiantou à Lusa.

“No fundo o que se conseguiu foi continuar a existir esse espaço de abertura, porque na vida de um bairro com milhares de pessoas há sempre essas incidências”, acrescentou, sublinhando, contudo, a “funcionalidade” do sistema da EMEL.

Belino Costa referiu que, depois do entendimento alcançado numa reunião na quinta feira, a empresa pública vai ainda redigir um documento com os pormenores da solução encontrada.

As associações de comerciantes de Alfama (que representa também o Castelo) e Bairro Alto (que inclui Santa Catarina/Bica) contestavam desde janeiro a atuação da EMEL, alegando que os fornecedores estavam a ser barrados por não possuírem um cartão pré-pago e um alvará de transportes.

Com os fornecedores a serem barrados, os proprietários das lojas consideravam que o habitual horário de cargas e descargas (um período de manhã e outro à tarde) tinha sido eliminado e contestavam a "nova interpretação dos regulamentos de acesso" aos bairros feita pela EMEL.

A empresa sustentava, contudo, que o horário não fora alterado e que ficara acordado que a falta de alvará de loteamento seria compensada com outros documentos comprovativos a actividade.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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