O ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, manifestou-se hoje satisfeito com a decisão da Justiça portuguesa de entregar a Espanha os dois alegados membros da organização separatista basca ETA detidos pela Polícia portuguesa.
Os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa decidiram hoje aceitar o mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades espanholas contra os dois alegados membros da ETA detidos em Portugal em janeiro passado.
Rubalcaba, que presidiu hoje ao Conselho de Ministros da Administração Interna da União Europeia (UE), afirmou à chegada a Bruxelas que os dois últimos meses foram "muito bons" na luta contra a ETA, com "a detenção de presumíveis etarras de dois em dois dias".
A Polícia espanhola encontrou na quarta feira seis esconderijos da ETA no País Basco espanhol e francês, uma operação que, segundo o ministro, demonstrou que, "embora todas as polícias trabalhem" para acabar com a organização, esta "continua activa".
O ministro frisou que nos últimos dois meses foram detidos 29 etarras, localizados 1500 quilos de dinamite e desactivadas bases logísticas da organização considerada terrorista.
Na decisão hoje divulgada, na sequência de um recurso da defesa, os juízes da Relação ordenam o "oportuno cumprimento" da decisão de enviar para Espanha os alegados etarras Garikoitz García Arrieta e Iratxe Yá±ez Ortiz de Barron, presos preventivamente em Portugal.
Garikoitz García Arrieta está indiciado em Portugal pelos crimes de roubo de viatura e terrorismo, enquanto Iratxe Yá±ez Ortiz de Barron é suspeita dos delitos de falsificação de documentos e adesão e apoio a actividade terrorista.




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