O presidente da Câmara Municipal de Cascais, acionista do Taguspark, vai pedir esclarecimentos à administração da empresa sobre o contrato com o futebolista Luís Figo, disse hoje à Lusa António Capucho.
Depois de, na passada segunda feira, em reunião pública de Câmara, os diferentes órgãos partidários terem concordado com a proposta do executivo, o presidente da Câmara de Cascais confirmou à agência Lusa que vai enviar "um requerimento para pedir esclarecimentos sobre os termos do contrato celebrado com Luís Figo".
O autarca esclarece que a Câmara de Cascais apenas dispõe de 0,57 por cento do total de ações da Taguspark e, por isso, diz ignorar "totalmente" o assunto.
No entanto, António Capucho entende que esta questão "deve ser publicamente esclarecida".
Em causa está um contrato entre o Taguspark e Luís Figo para promover aquele pólo empresarial, que segundo o semanário Sol, citando escutas telefónicas do processo Face Oculta, terá sido uma contrapartida para o futebolista apoiar a campanha de José Sócrates às legislativas de setembro.
Na semana passada, Luís Figo negou ter recebido qualquer quantia para apoiar publicamente o atual primeiro ministro.
O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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