O director do “Expresso”, Henrique Monteiro, acusou esta tarde o grupo Ongoing de ter o objectivo de “descaracterizar o grupo Impresa e em particular o Expresso”, quando se propôs comprar a maioria do capital do grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão.
“Há um grupo próximo ao governo que tentou controlar a Impresa. Isso é público”, disse, referindo – sem especificar o nome da Ongoing – que se trata do mesmo grupo “que está agora metido nesta trapalhada toda”. "Desconfio sempre de qualquer solução que tenha por primeiro objectivo tirar o presidente do conselho de administração do seu lugar", concretizou pouco depois.
Satisfeito pela recusa de Balsemão em aceitar o negócio proposto pela administração da Ongoing, accionista que detém cerca de 23% da Impresa, Monteiro defendeu que “não há lógica política ou partidária” no semanário que dirige. “Os jornais credíveis não se fazem com manchetes que vendem muito em dois ou três dias e que depois acabam”, apontou, sem referir-se directamente ao semanário “Sol”.
As declarações foram feitas durante a oitava audição da comissão de ética, sociedade e cultura, que averigua o exercício da liberdade de imprensa em Portugal, na sequência dos artigos publicados pelo semanário "Sol" sobre a existência de um alegado plano do governo para controlar a comunicação social.




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