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Director do “Expresso” diz que governo de Sócrates “boicota” jornais

por Adriano Nobre, Publicado em 24 de Fevereiro de 2010   
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O director do “Expresso”, Henrique Monteiro, disse esta tarde na comissão de Ética, Sociedade e Cultura, que o “gabinete do primeiro-ministro teve sempre uma estratégia de secar a informação” aos jornais mais incómodos, “privilegiando os jornais amigos”.

Durante a oitava audição parlamentar para avaliar o exercício da liberdade de imprensa em Portugal, o jornalista garantiu mesmo que “no ‘Expresso’, foi penoso dar alguns passos para saber coisas sobre o governo, depois das notícias sobre a licenciatura” de José Sócrates. Utilizando a palavra “boicote” para descrever a atitude do governo liderado por José Sócrates como retaliação à publicação dessas notícias, Henrique Monteiro acusou mesmo o “núcleo duro do governo” de “tentar identificar certos jornais com a oposição”.

Questionado pelos deputados do PSD sobre a sua opinião em relação ao negócio entre a PT e a TVI, o director do semanário reiterou a convicção de que José Sócrates estaria a par do negócio. “Publicámos uma manchete a dizer que o primeiro-ministro sabia do negócio desde o início do ano”, recordou.

Relativamente à crónica de Mário Crespo que a direcção do JN decidiu não publicar, Henrique Monteiro começou por explicar que “nunca teria escrito” a crónica em questão. “Sou amigo dele, mas nunca escreveria aquilo”, apontou. E, embora tenha sublinhado que o director do JN é “um homem sério”, terá cometido um erro de análise em relação à não publicação da crónica. “Foi pior não publicá-la”, defendeu.



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