El Mundo

Polémica sobre explosivos usados no 11 de Março

Publicado em 18 de Maio de 2009   
Poderá a identificação dos explosivos usados no atendado de 11 de Março, em Madrid, ter implicações na investigação? Antonio Iglesias, químico que colaborou nas perícias pedidas pelo tribunal, acredita que sim
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Análises detalhadas às provas recolhidas durante a investigação do 11 de Março levam o químico Antonio Iglesias a acreditar que há falhas na sentença produzida pelo tribunal. "A sentença, com todo o respeito, tem muitas lacunas", afirma o perito numa entrevista ao El Mundo.

A identificação precisa dos explosivos pode conduzir a dados novos, nomeadamente na reconstituição dos canais para obter os produtos e nas eventuais ligações entre organizações. Na entrevista, recorda-se que a tese do tribunal se centrou em explosivos roubados nas Astúrias, mas essa conclusão poderá ter de ser abandonada.

Antonio Iglesias decidiu rever todas as análises devido a algumas divergências nas opiniões de quatro peritos independentes relativamente aos dados da Polícia e da Guardia Civil. O trabalho resultou num profundo relatório entregue no Colégio de Químicos de Madrid e que vai ser publicado em livro.



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