Aquele que foi o melhor tenista da actualidade durante muitas "actualidades", voltou a demonstrar este fim-de-semana porque era considerado, unanimemente o melhor de todos os tempos. Dificilmente, Roger Federer poderia pedir algo melhor. Ir a Espanha, terra do arqui-rival Rafael Nadal, num torneio de terra batida, terreno do arqui-rival Rafael Nadal, e vencer em apenas dois sets só não tem o brilho máximo porque não foi em Roland Garros - o verdadeiro calcanhar de aquiles do suíço.
É possível que Nadal tenha estado muito longe da sua melhor forma - a cansativa vitória frente a Djokovic na véspera poderá explicar alguma coisa - e que não estaria no auge da motivação, mas Federer também esteve diferente. Para melhor.
Continua sem ter a pancada mortífera que exibiu durante o melhor momento da carreira, mas chegou e sobrou para Nadal. Soube aproveitar os momentos decisivos do encontro para construir a vantagem. E quando esteve perto de a perder, com 0-30 ou mesmo quando servia para vencer o encontro e permitiu um ponto de quebra de serviço, demonstrou que psicologicamente inverteu a moda e superou Rafael Nadal.
Há algumas semanas, Federer admitiu que a proximidade do nascimento do primeiro filho lhe traria motivações diferentes, que ia aprender a relativizar as vitórias e as derrotas. No domingo, na bancada, lá estava a companheira de longa data, a senhora Vavrinec.
Não passa pela cabeça de ninguém considerar que Federer é favorito a vencer em Roland Garros, mas, pelo menos psicologicamente, vai estar por cima. E se o universo voltar a "conspirar" a seu favor com pequenos pormenores, por que não há de ser 2009 o melhor ano da vida de Federer: aquele em que foi pai e venceu o único Grand Slam que lhe faltava?
O momento da verdade está aí a chegar




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