O PCP afirmou hoje que a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República vem “confirmar” que o “quadro político” das próximas eleições presidenciais “ainda está em definição” e reitera que intervirá neste processo com “as suas próprias ideias”.
“O anúncio da candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República, cuja conceção (tal como a de Manuel Alegre) se diferencia de apreciações do PCP, vem confirmar que o quadro político, designadamente o da clarificação dos candidatos em presença, em que se desenvolverão as próximas eleições presidenciais, ainda está em definição”, afirmam os comunistas, em comunicado.
O PCP recorda que decidiu, no último congresso, que “intervirá neste processo com o objetivo de afirmar as suas próprias ideias quanto ao papel e funções do Presidente da República”.
Os comunistas querem “contribuir para que seja assegurada na Presidência da República uma intervenção comprometida com a defesa e respeito da Constituição da República, liberta dos interesses e posicionamentos do grande capital”.
“As prioridades e concentração de atenções do PCP incidem na intervenção sobre os graves problemas que mais preocupam os trabalhadores e o povo português”, sublinham.
O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, anunciou hoje em Lisboa que vai candidatar-se à Presidência da República "contra o sufoco partidário da vida pública" e pelos que se "desiludiram com a política", afirmando que o seu espaço político é o "da liberdade, transparência e ética".
Nobre caracterizou-se como um candidato a Presidente da República que vem "da sociedade civil, independente, que nada precisa da política" e que conhece "o país e o mundo".
Em nome da "coesão nacional", o médico enfatizou que estará "particularmente atento aos desempregados e precários, ao jovens, aos idosos e aos imigrantes".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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