O CDS-PP acusou hoje o PS de ser “infantil” em relação às audições parlamentares no âmbito do caso Face Oculta, defendendo uma posição “focada” para “perceber a postura do Governo” na alegada compra da TVI pela PT.
Em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar centrista, Pedro Mota Soares, disse que “antes de fazer um balanço” sobre as audições na comissão parlamentar de Ética “há que ouvir as pessoas”.
“Não se percebe a postura do PS, nuns dias desafiam a oposição para apresentar moções de censura, no outro dia já não querem, nuns dias estão disponíveis para ouvir 31 pessoas, estas matérias são sérias e o PS tem uma postura quase infantil, de num dia querer uma coisa e noutro o seu contrário”, criticou.
Em seguida, o deputado do CDS-PP sublinhou que a sua bancada pediu para ouvir seis pessoas no âmbito do caso Face Oculta, enquanto o “PS requereu 31 e o PSD 25”.
Mota Soares considerou que “ao vir afirmar que está descontente com a forma que as audições estão a decorrer”, o PS demonstra estar “à deriva e ao sabor do vento”.
“O CDS-PP requereu seis audições na comissão de Ética, devemos focar a nossa atuação em perceber a postura do Governo, que decisões tomou e se tinha ou não informações da compra da TVI”, acrescentou.
Sobre a audição de hoje de Armando Vara e de Felícia Cabrita na comissão de Ética, Pedro Mota Soares remeteu um comentário para o final das audições.
O CDS-PP requereu as audições do presidente da PT, Zeinal Bava, do ex-diretor da TVI José Eduardo Moniz, do antigo administrador da Prisa em Lisboa, do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e do presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
A Comissão parlamentar de Ética, Solidariedade e Cultura já realizou seis audiências sobre liberdade de expressão, na sequência de um requerimento do PSD, aprovado com os votos favoráveis de toda a oposição.
Hoje foram ouvidos a jornalista do Sol Felícia Cabrita e o vice presidente do BCP, com funções suspensas, Armando Vara.
Na quarta feira, a comissão ouviu o ex diretor do jornal Público, José Manuel Fernandes, e o jornalista da SIC Mário Crespo. Na quinta feira foi a vez do diretor do Diário Económico António Costa e do ex-deputado Arons de Carvalho.
A lista de audições foi elaborada depois de várias acusações ao Governo por alegadas interferências na comunicação social.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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