Adventistas, evangélicos e patriarcado de Lisboa preocupados com casamento homossexual

Publicado em 19 de Fevereiro de 2010   
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Adventistas, evangélicos e patriarcado de Lisboa manifestaram hoje "uma profunda preocupação por a instituição do casamento enfrentar a ameaça da redefinição do seu conteúdo", considerando que a união heterossexual é "a origem primeira da família".

"O alargamento do conceito de casamento de modo a abranger outras realidades que não a união heterossexual monogâmica implica a subversão do conceito e o enfraquecimento ainda maior da rede primária da sociedade que é a família", refere uma declaração conjunta do Departamento das Relações Ecuménicas do Patriarcado de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa e União Portuguesa do Sétimo Dia.

Para os representantes das três religiões, o casamento é "uma união para a vida entre um só homem e uma só mulher".

"Só um homem e uma mulher se completam, não existindo alternativa como unidade reprodutiva e perpetuadora da espécie", adiantam, sublinhando que a união heterossexual monogâmica é "a origem primeira da família, célula fundamental da sociedade".

Os adventistas, os evangélicos e o patriarcado de Lisboa reconhecem que a homossexualidade é "conhecida desde a antiguidade clássica, designadamente em civilizações como a grega e a romana", mas sustentam que "nunca as relações entre pessoas do mesmo sexo deram origem a uma redefinição do conceito jurídico de casamento, nem a figuras próximas".

A declaração conjunta dos representantes das três religiões surge um dia antes de se realizar em Lisboa uma manifestação promovida pela Plataforma Cidadania Casamento para exigir um referendo à lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento a 11 de Fevereiro. O diploma retira do Código Civil a expressão "de sexo diferente" na definição de casamento.

"Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", é a redação aprovada. No entanto, o diploma aprovado impede a possibilidade de adoção por pessoas casadas do mesmo sexo.

 

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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