Díli

CGD desconhecia critérios que a afastaram da gestão do Fundo Petrolífero de Timor

Publicado em 19 de Fevereiro de 2010   
Opções
a- / a+

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) ficou afastada da gestão de ativos do Fundo Petrolífero de Timor-Leste porque desconhecia alguns critérios exigidos, como o seguro de cobertura integral do capital investido, disse em entrevista à agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.

O chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, afirmou que todo este episódio vai ser explicado à CGD, com o envio de uma carta do primeiro ministro de Timor-Leste ao presidente da instituição financeira e por ele próprio ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, num encontro hoje em Lisboa.

"Foi um processo bastante técnico. Critérios que não eram do conhecimento da CGD levaram a um afastamento", revelou o ministro timorense à agência Lusa.

Um critério fundamental era a existência de um seguro de cobertura integral do capital investido e a CGD não demonstrou ter esse seguro.

Também quanto à carteira de rendimento variável, o júri entendeu que eram claras as regras que diziam que não poderia haver subcontratação e a CGD apresentou um parceiro.

Este episódio "não agradou aos responsáveis da CGD, na medida em que não estavam plenamente informados de todos os pormenores", admitiu o ministro.

Zacarias da Costa confia, no entanto, que "não estão comprometidas as actividades da CGD em Timor" e considera que "o importante é que as autoridades timorenses possam esclarecer plenamente".

O processo foi conduzido pela empresa de consultadoria e investimentos Mercer Austrália e de acordo com a Lei do Fundo do Petróleo.

Inicialmente, foram convidadas a apresentar propostas para gestão de ativos do Fundo 66 instituições financeiras em que não estavam incluídas as três [incluindo a CGD] que já operam em Timor-Leste.

A inclusão dessas três instituições ´a posteriori´ "foi um processo decidido politicamente" e estas acabaram assim por entrar mais tarde, revelou o ministro timorense.

"O primeiro ministro [Xanana Gusmão] vai escrever ao presidente da Caixa, Faria de Oliveira, a explicar todos os pormenores da condução do processo e eu vou ter oportunidade de explicar ao meu homólogo durante esta visita, depois das reuniões prévias que tive com a ministra das Finanças e responsáveis da autoridade central de pagamentos", adiantou o chefe da diplomacia de Timor-Leste.

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close