Qualquer estratégia eleitoral não é mais importante do que tirar o país da crise e mesmo as eleições presidenciais não são “obstáculo” para um pacto de convergência entre os maiores partidos, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
Em declarações aos jornalistas em Madrid, o comentador considerou que o próprio presidente da República já “convidou os partidos” a participar num pacto, pelo que “as presidenciais não vão ser obstáculo”.
“Não penso que qualquer estratégia eleitoral seja mais importante que tirar o país da crise. Não faz sentido uma crise do governo neste momento pela urgência do pacto”, afirmou em Madrid, onde participou, com António Vitorino, num almoço da Câmara Hispano-Portuguesa
“Como se explica à Europa - que em relação à Grécia tomou decisão muito firme, que é quase estar lá a controlar situação - e que está à espera de posições sobre Portugal e Espanha sobre o pacto que temos que ter, tenham que esperar mais seis meses ou um ano, ou ano e meio, porque temos que ter uma crise e outra crise, e depois um governo e outro governo, e depois lá chegará o pacto”, afirmou.
Motivo pelo qual Marcelo Rebelo de Sousa quer que o próximo líder do PSD tenha uma estratégia clara de convergência. “Espero que o futuro líder do PSD, seja ele qualquer que seja, tenha uma estratégia de convergir com o PS no pacto de estabilidade e crescimento. E teria uma grande desilusão se o não fizesse”, afirmou.
Rebelo de Sousa insistiu que a convergência que houve no Orçamento de Estado “não serve de nada” se não se replicar agora “nos anos seguintes e nos orçamentos seguintes”.
“Pensando no interesse geral, o PS, PSD e se for possível o CDS, que estão na mesma área no que é pensar Portugal na Europa, deviam convergir no pacto de estabilidade e convergência”, disse.
“Os pactos fazem-se a pensar nos países. Os países duram, os primeiros-ministros passam. A pensar no país, seja o primeiro-ministro A, B ou C, está em causa o interesse nacional”, afirmou.
Apesar da instabilidade e tensão política, Rebelo de Sousa mostra-se otimista que um acordo é possível, até porque se trata do que “é fundamental para as agências de rating, para observadores internacionais, para a Comissão Europeia, acreditar a sério no compromisso das forças principais portuguesas”.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




Rating: 0.0
Actividade em ionline