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Paulo Rangel diz que renúncia de Rui Pedro Soares "é bom sinal"

Publicado em 17 de Fevereiro de 2010   
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O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel considerou hoje que a renúncia de Rui Pedro Soares ao cargo de administrador da Portugal Telecom (PT) "é um bom sinal" e "um primeiro passo".

Em declarações à agência Lusa, o eurodeputado social democrata acrescentou, contudo, que a renúncia de Rui Pedro Soares não dispensa o Governo de prestar explicações sobre a tentativa de compra de parte da TVI pela PT.

O administrador da PT Rui Pedro Soares renunciou ao cargo, anunciou hoje esta empresa, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Num comentário a esta renúncia, Paulo Rangel declarou: "É um bom sinal, é um primeiro passo, mas não significa nenhuma tomada de posição por parte do Governo, que continua sem esclarecer esta questão do negócio entre a TVI e a PT. Isto não dispensa o Governo de dar um esclarecimento".

"É um passo sensato, que pode abrir portas para uma explicação por parte do Governo e do primeiro ministro - mas a verdade é que ela ainda não aconteceu. Aguardo que haja essa explicação", reforçou o eurodeputado social democrata.

O candidato à liderança do PSD tinha defendido que se impunha o afastamento pelo Governo dos administradores da PT em representação do Estado Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro, referidos em notícias sobre uma alegada tentativa de condicionamento da comunicação social envolvendo também o primeiro ministro.

Paulo Rangel voltou hoje a defender que "o Governo deve provocar o afastamento" do administrador da PT Fernando Soares Carneiro.

Rui Pedro Soares reclamou nunca ter tido qualquer "comportamento indevido" nem ter praticado atos "lesivos dos interesses" da PT e disse ter renunciado ao cargo de administrador desta empresa para "não estar limitado" no exercício dos seus direitos de defesa em relação ao que apelida de "calúnias" dirigidas contra si publicamente.

Rui Pedro Soares disse ainda que, ao renunciar ao cargo, quis evitar que a sua presença nos órgãos sociais da PT pudesse "servir para que o bom nome e reputação da empresa sejam lesados por terceiros mal intencionado".


Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 



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