Carta aberta de militares de Abril contra "aberração" da lei do casamento homossexual

Publicado em 17 de Fevereiro de 2010   
Opções
a- / a+

Um grupo de militares de abril vai entregar uma carta aberta contra a lei que permite o casamento entre homossexuais, que considera ser uma "aberração". A Carta Aberta já tem 25 assinaturas de militares, mas um dos assinantes, o general Garcia Leandro, admite que "amanhã sejam mais".

Numa conferência de imprensa realizada hoje pela Plataforma Cidadania Casamento, que defende um referendo ao casamento entre homossexuais, o general lembrou que esta carta "teve de ser feita à pressa", tal como o diploma aprovado este mês no parlamento.

"Nem que eu tivesse que ser expulso do país, nem que eu estivesse sozinho, eu não calava a minha voz. Isto é uma aberração e vai contra a estrutura da família", disse o general Garcia Leandro, lembrando que "o casamento heterossexual é o único que permite a procriação".

"Os militares não têm mais direitos do que as outras pessoas, mas acontece que os militares que fizeram o 25 de Abril foram pessoas que arriscaram toda a sua carreira por algo em que acreditavam", lembrou o general. Os militares "não querem arranjar problemas ao poder político, mas o poder político também não pode criar problemas", sublinhou.

Para o general, o diploma aprovado no passado dia 11 na Assembleia da República foi "uma decisão demasiado forte que vem contra um conceito histórico e que vai destruir a família".

Garantindo que não está contra ninguém, o militar defendeu que se pode "conciliar os direitos homossexuais com os direitos da família tradicional. Não se pode é chamar casamento. Isso é uma aberração".

"O PS está de tal modo inseguro que impôs a disciplina de voto, porque 50 por cento das pessoas que votaram no PS estão contra isto", defendeu o general, na conferência em que foi anunciada uma manifestação nacional para este fim de semana em Lisboa.

Nos últimos dias, a Plataforma Cidadania Casamento criou por todo o país Comités Família e Casamento, que têm promovido ações junto das populações. A porta-voz do movimento, Isilda Pegado, voltou hoje a afirmar que a Plataforma vai continuar a sua actividade até que a população seja ouvida.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close