Alfredo Barroso e Vítor Ramalho, conotados com uma ala socialista próxima de Mário Soares, não querem tomar uma posição sobre a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República.
"As candidaturas são independentes dos partidos políticos, são uma iniciativa pessoal e por agora é prematuro dizer se é uma candidatura que tem pernas para andar", defende Alfredo Barroso, chefe da Casa Civil quando Mário Soares foi Presidente da República, lembrando também que para ser candidato à Presidência da República é preciso reunir 7500 assinaturas.
Já Vítor Ramalho saúda a iniciativa e elogia o presidente da AMI, embora não queira declarar o apoio à candidatura de Nobre.
"Conheço-o há muitos anos e é uma voz do humanismo, muito necessária", defende ao i o líder do PS de Setúbal. Mas sublinha: "Não vou estar na apresentação da candidatura [marcada para sexta-feira]".
Quando confrontados com a leitura levantada pelas últimas notícias - que dão conta de que a candidatura de Fernando Nobre teria sido impulsionada pela ala soarista do PS para dificultar a vida a Manuel Alegre - ambos recusam.
"[Isso] é de tal maneira falso e especulativo que o povo português vai ver que não é assim", responde Vítor Ramalho.
Por seu lado, Alfredo Barroso começa por recusar o rótulo - "Não pertenço à ala soarista. Penso pela minha cabeça" - e acrescenta: "Não tenho nenhuma objecção. É uma pessoa que admiro e estimo".




Rating: 0.0
Actividade em ionline