Balsemão, presidente da Sonaecom e Fernando Lima chamados à comissão de ética

Publicado em 17 de Fevereiro de 2010   
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O Parlamento vai ouvir o ex-assessor do Presidente da República envolvido no caso das alegadas escutas a Belém no âmbito das audições marcadas depois de várias acusações ao Governo por alegadas interferências nos media.

O nome de Fernando Lima foi proposto hoje pelo Bloco de Esquerda, durante a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

Fonte do grupo parlamentar do PS disse à Lusa que a inclusão do nome do ex-assessor de Cavaco Silva na proposta de audições socialistas chegou a ser sugerida no seio do grupo, mas foi vetada pelo líder da bancada, Francisco Assis, para "não criar conflitos institucionais".

Todas as audições votadas hoje na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República foram aprovadas com votos a favor do PS, PCP e Bloco de Esquerda e abstenções do PSD e do CDS-PP.

Da lista apresentada pelo PS fazem parte seis entidades e 25 personalidades ligadas à comunicação social, entre eles os jornalistas do Público Tolentino da Nóbrega e Luciano Alvarez, o diretor de programas da SIC, Nuno Santos, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva, o comentador político Luís Delgado e o ex-director da SIC Emídio Rangel.

Às audições propostas pelos socialistas foram ainda acrescentados dois nomes propostos pelo PSD - os presidentes da Impresa (Francisco Pinto Balsemão) e da Sonaecom (Ângelo Paupério) - , outros dois pelo PCP - o ex-vice presidente da Alta Autoridade da Comunicação Social José Garibaldi e o jornalista Fernando Correia - e um pelo Bloco de Esquerda - o ex-assessor do Presidente da República Fernando Lima.

O Diário de Notícias avançou a 18 de setembro de 2009 que o assessor do Presidente da República Fernando Lima foi a fonte do diário Público na sua manchete de agosto, em pré-campanha eleitoral, segundo a qual já no ano passado Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo liderado por José Sócrates.

Nesse dia, o DN publicou uma alegada mensagem de correio eletrónico entre dois jornalistas do Público - Luciano Alvarez e o correspondente da Madeira, Tolentino de Nóbrega - com instruções para seguir pistas fornecidas pelo até então assessor de imprensa do Presidente, Fernando Lima, quanto a essa suspeita, supostamente por ordem direta de Cavaco Silva.

Fernando Lima foi afastado do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação social, mas mantém-se na Presidência da República como assessor do chefe da Casa Civil de Cavaco Silva.



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