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Senador americano confiante em nova negociação sobre troca de dados bancários com UE

Publicado em 16 de Fevereiro de 2010   
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 Senadores norte-americanos manifestaram-se hoje “desapontados” pela decisão do Parlamento Europeu de recusar um acordo sobre troca de dados bancários entre a UE e os EUA, sublinhando que haverá nova tentativa de negociação.

“Os Estados Unidos estão prontos para retomar as negociações sobre troca de informações bancárias. É um assunto que tem de ser resolvido ao nível da UE e pode ser que em meses tenhamos outro acordo que possa ser ratificado pelo parlamento”, afirmou o senador republicano Roger Wicker.

Wicker considerou que entre os 27 há “relutância” em avançar com qualquer acordo de troca de informação bancária “a nível bilateral” antes que seja feito novo esforço multilateral.

“O entendimento é de que haverá uma nova tentativa de negociação UE-EUA antes de contactos bilaterais”, disse.

Também o senador Democrata Benjamim Cardin se manifestou “desapontado” pela decisão do Parlamento Europeu, considerando que a troca de informação bancária “é um instrumento importante no combate ao terrorismo”.

“Saber para onde o dinheiro pode ser muito útil. A legislação que estava a ser considerada protegia a privacidade e permitia a troca de informações importantes para lidar com a realidade do terrorismo”, afirmou aos jornalistas.

Os dois senadores integram uma delegação da Comissão de Segurança e Cooperação na Europa que está de visita a Espanha, onde hoje manteve contactos com o Governo espanhol.

A Comissão é uma agência norte-americana independente que monitoriza e apoia o cumprimento da Ata Final de Helsínquia e de outros compromissos da OSCE, sendo formada por nove membros cada do Senado e da Câmara de Representantes e representantes do Departamento de Estado, Defesa e Comércio.

A delegação está em Espanha depois de uma visita a Marrocos e antes de participar na cimeira de inverno da Assembleia Parlamentar da OSCE, que decorre esta semana em Viena.

Apesar da questão da troca de dados bancários, os senadores saudaram o debate atual entre os Estados Unidos e a UE e os esforços de Espanha - que exerce a presidência rotativa europeia - no combate ao terrorismo.

“Entendemos os novos desafios da política europeia, estamos contentes com a atual liderança e continuamos a colaborar para ver como podemos combater juntos o extremismo e o terrorismo, ameaças atuais para todo o mundo”, disse Cardin.

Cardin destaca em particular a recente decisão espanhola de enviar mais 500 efetivos para o Afeganistão e a decisão de Madrid aceitar mais três, para um total de cinco, detidos da prisão de Guantanamo.

Um dos temas que foi referido nos contactos em Madrid foi a questão do combate ao terrorismo no Norte de África, onde se tem evidenciado uma tendência de crescimento do radicalismo islâmico.

Questionado pela Lusa sobre esta matéria, Cardin sublinhou que é vital que a comunidade internacional “ajude os países do Norte de África a impedir que os terroristas operem na região”.

No que toca à passagem da delegação norte-americana por Marrocos, Carlin destacou o que diz ser “ações consistentes” das autoridades marroquinas para “travar suspeitos de terrorismo, melhorar oportunidades de comércio e assumir um papel ativo em organizações multilaterais”.

Para Carlin, a ação das autoridades marroquina, no combate ao terrorismo demonstra uma vontade em colaborar com a comunidade internacional nesta matéria.

 

 Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 



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