Papandreou promete retirar economia grega da crise

Publicado em 16 de Fevereiro de 2010   
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A Grécia pode, nos próximos tempos, superar as dificuldades económicas e sair da crise mais forte, realizando reformas económicas e políticas, declarou o primeiro ministro grego, Georges Papandreou, após um encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin.

“Presentemente, a Grécia encontra-se numa situação económica difícil, mas isso não é fim. Acredito que sairemos desta situação o mais rápido possível, mais fortes do que hoje, pois a situação em que nos encontramos agora permite-nos realizar algumas mudanças tanto no campo da economia, como no da tomada de decisões políticas”, afirmou ele na capital russa.

Numa entrevista à agência Ria-Novosti, Papandreou disse que “a Grécia não pediu ajuda económica nem à comunidade mundial, nem à União Europeia”, sublinhando que ela “tenciona e é capaz de resolver o problema sozinha”. As autoridades russas tinham dado a entender que não tencionam apoiar financeiramente a Grécia, alegando que elas próprias têm de recorrer aos mercados financeiros internacionais.

O primeiro ministro grego declarou também que as dificuldades económicas da Grécia não se refletirão de forma negativa na realização do projeto “South Stream”, construção de um gasoduto que ligará a Ásia Central à Europa através dos mares Cáspio e Negro.

“No que respeita às relações bilaterais, nomeadamente ao projeto do gasoduto “South Stream”, a situação económica da Grécia não se reflectirá de forma negativa no desenvolvimento dessas relações; pelo contrário, irá contribuir para a sua realização com êxito”, sublinhou.

Vladimir Putin acrescentou que as companhias que participam no projeto irão recorrer a meios financeiros nos mercados internacionais e não terão problemas com o financiamento.

“O “South Stream” é um grande projeto internacional que se realiza com base nos princípios do mercado. Os acionistas são três grandes companhias: russa, francesa e italiana. Eles irão buscar financiamento ao mercado. Há dinheiro suficiente para projetos como esse”, frisou.

O gasoduto “South Stream”, que irá transportar 63 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, ou seja, 35 por cento do gás russo fornecido à Europa, deverá estar terminado em 2015. Os dirigentes russo e grego acordaram também reativar o projeto de construção do oleoduto Burgas-Alexandropolis, que deverá transportar por terra petróleo do Mar Negro até ao Mar Egeu.

O projeto, em que participam a Rússia, Grécia e Bulgária, e tem por objetivo reduzir o transporte de crude através dos estreitos turcos que ligam os mares Negro e Mediterrâneo, foi temporariamente suspenso pelas autoridades búlgaras, que exigem maior eficiência ecológica e mudanças no modelo económico do projeto. Papandreou disse também que a ideia da criação de um sistema único de segurança na Europa é impossível sem a Rússia.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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