O bastonário da Ordem dos Economistas, Murteira Nabo, considerou hoje a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) uma distinção que honra o país e o “reconhecimento de um valor”.
“É uma distinção que honra o país, a Europa e, em particular a ele”, disse hoje à agência Lusa Murteira Nabo, comentando a nomeação de Vítor Constâncio, que, no próximo dia 01 de junho, sucederá no cargo ao grego Lucas Papademos, cujo mandato dura oito anos.
Murteira Nabo classificou o ainda governador do Banco de Portugal (BP) como “um dos economistas mais prestigiados do país” e defendeu que o seu sucessor deverá ter um “perfil semelhante”.
“Tem de ser alguém com enorme prestígio, enormes qualidades e um profundo conhecedor das matérias de supervisão”, que estão hoje em cima da mesa dos bancos centrais, sustentou
O bastonário da Ordem dos Economistas afirmou que o Banco de Portugal tem sido “maltratado nos últimos tempos, por razões da crise que aconteceu no sistema bancário, e é preciso que haja uma pessoa que prestigie a instituição, como Vítor Constâncio o fez”.
Murteira Nabo disse não ter nomes para apontar para o cargo de governador do Banco de Portugal, por conhecer “mal o setor”, mas, na sua opinião, devia ser “alguém reconhecido por consenso”.
Considerou ainda que esta "matéria não devia ser politizada".
Em declarações ao jornal i, Vítor Constâncio disse sentir “uma grande responsabilidade e também alguma amargura por ter sido motivado a deixar o país”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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