Trabalhadores da Estoril-Sol denunciam risco de entrada de menores no Casino Estoril

Publicado em 15 de Fevereiro de 2010   
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A Comissão de Trabalhadores da Sociedade Estoril-Sol, que explora os casinos do Estoril e de Lisboa, denunciou hoje o risco da entrada de menores no Casino Estoril. A denúncia foi feita por Clemente Alves, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Sociedade Estoril-Sol, à saída de um encontro com o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, em Lisboa.

"Chamámos a atenção para o que consideramos ser uma grave violação da Lei 10/95, que regula a prática do jogo em Portugal e que estabelece a obrigatoriedade nos casinos de existir um serviço de identificação das pessoas que pretendem ingressar numa sala de jogos e também a fiscalização das entradas através de porteiros", explicou aos jornalistas.

Segundo Clemente Alves, o processo de despedimento coletivo em curso na Sociedade Estoril-Sol, que abrange 113 trabalhadores, e cuja contestação esteve na origem do encontro de hoje com Bernardo Trindade, abre caminho "à entrada de quem quiser nas salas de jogos tradicionais do Casino Estoril", "incluindo menores, o que é grave".

A responsabilidade pelo risco de entrada de menores nas salas de jogo é atribuída por Clemente Alves ao diretor-geral da Inspecção-Geral de Jogos, por ter autorizado a administração da Sociedade Estoril-Sol "a extinguir uma categoria profissional, os porteiros, que agora são despedidos".

O encontro com o secretário de Estado do Turismo serviu ainda para o governante "ficar melhor informado sobre a situação que se está a passar na empresa". E o que se está a passar é o despedimento coletivo de 113 trabalhadores, sendo que os representantes sindicais vão entregar na próxima semana, no Tribunal de Trabalho de Cascais, uma providência cautelar pela impugnação do despedimento.

Os planos de uma greve ficam, para já, de lado. "A greve mantém-se na ordem do dia, mas não temos data marcada para a greve. Nós ponderamos neste momento que talvez seja mais favorável aos trabalhadores não fazer greve e aproveitar o facto de nestes dias, que são de acontecimentos importantes, onde estão muitas centenas de pessoas importantes, de fazermos manifestações e entregarmos aos clientes notas denunciando a situação de violação de direitos das pessoas", salientou Clemente Alves.

A Estoril-Sol anunciou o despedimento coletivo no início de janeiro, para assegurar a "sobrevivência da empresa", que teve uma quebra de receitas de 30 milhões de euros nos últimos dois anos.

A Comissão de Trabalhadores sustenta que a empresa "tem lucros" e que "tem assegurada a sua viabilidade económica e financeira, pelo menos, até ao ano 2020".

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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