A administração da antiga Qimonda anunciou hoje estar concluído o registo da nova designação da empresa - Nanium - e formalizada a alteração da sua estrutura acionista e objeto e órgãos sociais.
Nos termos do plano de insolvência da Qimonda Portugal, aprovado pelos credores em 25 de novembro de 2009, a nova estrutura acionista da empresa de Vila do Conde é constituída pelos bancos BES e BCP (cada um com 41,06 por cento do capital) e pelo Estado Português (representado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - AICEP, com 17,88 por cento).
Na sequência do também decidido alargamento do âmbito do objeto social da antiga Qimonda, que estava centrada no negócio de semicondutores, a Nanium poderá também produzir, montar, testar e comercializar produtos elétricos e eletrónicos e prestar serviços de investigação e desenvolvimento, serviços laboratoriais e de consultadoria técnica.
Segundo a administração, a designação Nanium surge da conjugação do prefixo de origem grega 'nano' (associado a elementos de pequena dimensão como as nanotecnologias) e do sufixo latino 'ium' (presente na formação de termos científicos e de elementos fundamentais), pretendendo traduzir as noções de "tecnologia, rigor e inovação".
Ao novo nome surge associada uma nova imagem visual, que "sugere uma estrutura atómica cristalina, como símbolo unificador de diferentes recursos, ligando-os de forma a conferir-lhes um carácter próprio".
Depois de ter estado perto do fim, na sequência da falência da sua única cliente e fornecedora Qimonda AG, a Qimonda Portugal tornou-se na única das duas dezenas de subsidiárias da multinacional alemã em todo o mundo a manter-se em actividade, agora sob a designação Nanium.
Da sua antecessora, a Nanium herdou as instalações na zona industrial de Vila do Conde, o negócio de semicondutores e cerca de 200 trabalhadores em funções e uma centena em 'lay off', dos mais de 2.000 que a empresa chegou a empregar.
Aos funcionários ainda parados foi já, entretanto, garantido que até ao início de maio todos serão chamados a trabalhar, ficando o alargamento do quadro de pessoal - o plano de insolvência aprovado previa a utilização de 770 pessoas "no ano de cruzeiro" de 2011 - dependente da evolução do negócio.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***




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