O líder parlamentar do PS manifestou hoje o seu "repúdio pelo ato infame" de que diz ter sido alvo a deputada socialista Inês Medeiros ao ser envolvida em notícias sobre alegados financiamentos da PT à campanha de Sócrates.
"Quero manifestar a minha absoluta solidariedade com Inês Medeiros [vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS] e repudiar o ato infame praticado por um jornal e que visou pôr em causa a sua integridade moral", declarou à agência Lusa Francisco Assis.
Uma fotografia de Inês de Medeiros surge hoje na chamada de capa do Correio da Manhã que titulava "PT paga campanha de Sócrates".
No interior, o jornal destaca que o futebolista Luís Figo recebeu 750 mil euros da PT para participar na campanha eleitoral de Sócrates e refere que Inês Medeiros recebeu da PT um apoio de 50 mil euros para um festival de cinema e "estreou-se depois na política".
Para o presidente do Grupo Parlamentar do PS, a tentativa de envolver Inês Medeiros em alegados esquemas de financiamento da PT à última campanha eleitoral legislativa dos socialistas ""constitui a demonstração de uma enorme falta de dignidade ética e profissional por parte de quem a pratica".
"Este tipo de comportamentos nada concorre para a existência de um espaço onde livre e seriamente possam concorrer várias posições e um debate de ideias saudável do ponto de vista democrático. Os jornais e os jornalistas têm também especiais responsabilidades públicas", advertiu Francisco Assis.
A deputada socialista Inês de Medeiros classificou o seu envolvimento nas notícias sobre alegados financiamentos da PT à campanha de Sócrates como uma "obscenidade total", lamentando as "insinuações" relativas a um patrocínio para um evento cultural.
"O chamado apoio foi um patrocínio que, de facto, pedi à PT para o festival "Mostra-me - o Outro lado do Cinema" que nasceu de um protocolo entre a EGEAC (empresa que gere os equipamentos e eventos culturais em Lisboa) e o Instituto de Cinema Audiovisual para promoverem o cinema português", disse à Lusa Inês de Medeiros.
A deputada socialista explicou que foi contratada para ser curadora e resolveu fazer um festival temático, recorrendo a várias empresas para ajudar a financiar o evento.
"Como se sabe, há pouco dinheiro para fazer iniciativas e fui procurar patrocínios. Obtive da MEO (PT), Zon Lusomundo, da REN, da FNAC e outros. Os contratos nem fui eu que os assinei, foi a EGEAC", esclareceu.
Considerando que as consequências deste tipo de notícias são "terríveis" para um setor que já tem dificuldades em arranjar patrocínios, a deputada lamentou não ter sido contactada pelo jornal.
"Mesmo desconhecendo os outros casos, se todos os que ali estão expostos são tratados com o mesmo rigor, vai a minha total solidariedade para aquelas pessoas", rematou.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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