"O PSD é o partido que pode libertar o futuro dos compromissos e condicionamentos que o PS cria e vai continuar a criar", disse Paulo Rangel, no discurso de apresentação da candidatura à liderança do PSD.
O eurodeputado disse que a sua candidatura não é "preparada" e por isso é "aberta" a todos os que dela queiram fazer parte. "Já não basta mudar, é preciso romper", assinalou Rangel, no discurso de apresentação. Mudar é, curiosamente, o mote da campanha de Pedro Passos Coelho, o primeiro a apresentar a candidatura oficial à corrida pela liderança do partido.
Rangel diz que o PSD "é um partido de ruptura" e candidata-se à liderança do partido, apesar de ter recusado a participação na corrida inúmeras vezes, devido ao "quadro das circunstâncias excepcionais em que vive o país". A situação, diz, agudizou-se em termos económicos e financeiros nos últimos três meses e, em especial, nas últimas semanas, sendo que também foi agravada a "crise social". Assim, pelas condições "excepcionalmente más" Paulo Rangel diz sentir "um apelo moral e um dever cívico e de responsabilidade nacional". "Candidato-me com um total sentido de serviço", sublinhou o candidato.
Paulo Rangel criticou a situação do país que considera "sequestrado, cativo", devido à crise económica e social vivida actualmente e disse que a ruptura anunciada tem de chegar à justiça. à educação e à área territorial, além de ser aplicada na economia e nas finanças do país.
Quase a terminar o discurso, Rangel sublinhou ainda que "todos são precisos. E todos não são suficientes", sendo que considera ter chegado a hora de criar "uma plataforma de vontades".




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