Mota-Engil e Soares da Costa vão reconstruir baía de Luanda

Publicado em 16 de Maio de 2009   
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Jorge Coelho, presidente executivo da Mota-Engil, aterrou ontem em Luanda para assinar com o governo angolano os acordos de adjudicação de obras num montante de cerca de 150 milhões de dólares (111 milhões de euros). Segundo uma fonte contactada pelo i, este projecto da construtora portuguesa, que concorreu associada à Soares da Costa, faz parte do relançamento do projecto de requalificação da baía de Luanda. O plano foi aprovado em finais de 2007 e totaliza um investimento superior a dois mil milhões de dólares. Em causa estará a construção de hotéis de luxo, edifícios de escritórios e habitação, parques de estacionamento e áreas de lazer, bem como a reconstrução de toda a Avenida 4 de Fevereiro, que rodeia a marginal. "O governo angolano quer assinalar publicamente o relançamento do projecto. O sinal será dado amanhã [hoje]", adiantou uma das fontes contactadas pelo i.

São várias as empresas portuguesas com interesses no projecto da baía de Luanda. O BCP, através da sua participada Millennium Angola, faz parte do consórcio dono de obra, ao lado de grandes empresas angolanas, como a Sonangol. O banco liderado por Santos Ferreira tem um papel importante na montagem do financiamento necessário.

Segundo as fontes contactadas pelo i, ontem à noite, "as obras que serão adjudicadas às duas contrutoras portuguesas - Mota-Engil e Soares da Costa - são apenas uma parte do projecto da baía de Luanda", disse uma das fontes contactadas. O mesmo responsável acrescenta que este é o primeiro passo para o arranque do projecto, que teve que ser suspenso por causa da crise financeira mundial. O BCP decidiu, no ano passado, adiar o seu envolvimento e sem consórcio bancário deixou de ser possível continuar com o projecto. A inexistência de liquidez no mercado ditou a paragem do projecto.

O projecto baía de Luanda foi aprovado em Conselho de Ministros em Setembro de 2007, e previa a recuperação e reordenamento da área envolvente da marginal da capital angolana. Com um investimento inicial previsto de 91,5 milhões de euros, o projecto incluía a requalificação da Avenida 4 de Fevereiro, uma tentativa de recuperar o tempo perdido em trinta anos de guerra no país e, em particular, na capital angolana. A conclusão das obras está prevista para o final de 2009.


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