A Câmara de Lisboa analisa sexta feira uma proposta para autorizar a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) a contrair um empréstimo de quatro milhões de euros para financiar o projeto do Mercado do Chão do Loureiro.
De acordo com a proposta da vereadora das Finanças, Maria João Mendes, o empréstimo contará para o endividamento bancário do município em caso de desequilíbrio nas contas da EMEL nos termos definidos no Regime Jurídico do Sector Empresarial Local.
Segundo o Plano de Actividades 2009 da EMEL, o projeto do Mercado do Chão do Loureiro, entre a Baixa Pombalina e a Encosta do Castelo, implica um investimento de 4,2 milhões de euros.
O projeto prevê a remodelação do antigo mercado, transformando-o num silo de estacionamento com 204 lugares, a criação de um espaço comercial (supermercado) e outro de restauração.
A transformação do mercado vai acabar por custar mais um milhão de euros do que o previsto, uma vez que o contrato de empreitada assinado em novembro de 2006 entre a EMEL e a Soares da Costa previa que a obra custasse 2,6 milhões de euros (mais IVA).
O projeto permitirá igualmente uma ligação entre a zona do Castelo e a Baixa da Cidade, com a articulação em corredor pedonal ao Chiado e à zona do Bairro Alto.
O edifício do antigo Mercado do Chão de Loureiro foi cedido pela Câmara de Lisboa à EMEL, em regime de direito de superfície, por um período de 50 anos e a intenção da empresa municipal é transformá-lo num "silo de estacionamento sustentável".
De acordo com o Plano de Actividades 2009, é intenção da EMEL "programar o edifício para permitir alimentar os carros elétricos do futuro e tentar obter o estatuto de edifício produtor de energia elétrica, com vista a garantir a sua autonomia e eficiência energéticas".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




Rating: 0.0
Actividade em ionline