O governo pensa reduzir o défice de de 9,3% para 8,3% do PIB este ano, e 60% desse corte será conseguido com com receitas temporárias, segundo um parecer da Unidade Técnica de Apoio Orçamental ()UTAO, a que o Diário Económico teve acesso e publica na sua edição de hoje.
O jornal económico alerta que “este é apenas um dos muitos riscos do OE/2010, que hoje começa a ser debatido na generalidade no Parlamento”.
Sobre a proposta de Orçamento do Estado, o novo relatório da UTAO diz que “mais de metade da redução do défice depende das receitas temporárias e afirma que as previsões da despesa são optimistas”.
O objectivo do governo - reduzir o défice das contas públicas em um ponto percentual – contará com a ajuda de mil milhões em receitas extraordinárias que, segundo a UTAO, podem ser obtidas através de concessões hídricas e da venda de bens de investimento, como património.
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