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Basta!

por Marta Crawford, Publicado em 16 de Maio de 2009   
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Kimondo, queniano de gema, diz ter "sofrido de agonia, stress, dores nas costas e falta de concentração", desde que a mulher lhe negou os seus direitos conjugais -entenda-se SEXO. Numa recente iniciativa das mulheres quenianas, fez-se greve ao sexo, na tentativa de evitar que se repetisse a onda de violência que afectou o país após as eleições de 2007.

Não posso deixar de me questionar se uma greve desta natureza teria algum impacto em Portugal.

Seriam as mulheres portuguesas capazes de se sujeitar a tal privação com o intuito de vencer uma crise política?

Não sei a resposta, mas sei que nem sempre as mulheres portuguesas entendem a importância que o sexo pode ter nas suas vidas, e por isso mesmo continuam a sujeitar-se à demanda masculina, envergonhadas e tristes como se não tivessem o direito a dizer basta! Assim não quero! Recentemente mais uma mulher me dizia que há 19 anos que "faz" sexo sem prazer nenhum, que finge que é bom e que tem prazer, para manter feliz o seu parceiro, que diz amar, mas que simplesmente a "atropela" sexualmente. Para quê? Será que a satisfação de um compensa o sofrimento do outro? Não! Parece-me que muitas vezes os casais caminham em sentido contrário àquele que juraram no dia em que juntaram os trapinhos. Dizer basta, lutar por uma melhor sexualidade, dialogar com o parceiro sobre aquilo que se sente, gosta ou se deseja, não é apenas um direito, mas um dever para que cada um/uma possa viver a sexualidade com prazer.

Sexóloga



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