O PSD acusou hoje o primeiro ministro de estar a ensaiar uma imagem de vitimização em vez de esclarecer os portugueses sobre as notícias que o envolvem numa alegada tentativa de condicionamento da comunicação social.
Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, o líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, não indicou quais os esclarecimentos, em concreto, que pretende obter do primeiro ministro, José Sócrates.
Aguiar-Branco também não quis responder diretamente à acusação de José Sócrates dirigida aos partidos da oposição de estarem a aproveitar notícias que constituem "o cometimento de um crime" para o atacarem.
"Eu não alinho numa intervenção que desvie a atenção do essencial. O senhor primeiro ministro ensaiou mais uma vez uma imagem de vitimização, ataca o PSD para desviar a atenção do essencial", disse Aguiar-Branco, quando questionado sobre a acusação feita por José Sócrates.
De acordo com o líder parlamentar do PSD, "o essencial é a matéria relacionada com o condicionamento do exercício da liberdade de expressão em Portugal" que é do conhecimento dos portugueses "desde sexta feira" - dia em que o semanário "Sol" noticiou despachos judiciais que referem indícios de uma alegada tentativa de condicionamento da comunicação social por parte do Governo.
Aguiar-Branco considerou que hoje José Sócrates "podia ter aproveitado a ocasião para prestar os esclarecimentos que permitissem restaurar a confiança dos portugueses quer no Governo quer na função que existe".
Questionado sobre que questões quer ver esclarecidas pelo primeiro ministro, o ex-ministro da Justiça respondeu: "Eu não sou jornalista. É do conhecimento público um conjunto de notícias. E eu registo que só ao fim de cinco dias é que o senhor primeiro ministro se prestou a falar sobre essa matéria, e fê-lo de uma forma para se vitimizar e para desviar a atenção do essencial, que é o condicionamento do exercício da liberdade de expressão em Portugal".
A este propósito, Aguiar-Branco fez questão de assinalar que o PS votou hoje contra um requerimento do PSD, que foi aprovado com os votos da oposição, para que a Comissão de Ética do Parlamento realize um conjunto de audições sobre o exercício da liberdade de expressão em Portugal: "Curiosa e incoerentemente, o PS votou contra".
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*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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