Portugal vai hoje propor aos restantes Estados membros da União Europeia para que adotem o modelo português no uso de veículos elétricos e que se traduz numa "conjugação com a aposta nas energias renováveis".
"O modelo português é um modelo de grande sustentabilidade e é esse modelo que vamos propôr que a Europa adote: um modelo integrado, de redes de abastecimento para todo o território e com uma ligação muito forte entre os veículos elétricos e a produção de energias renováveis", disse à Lusa o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.
O governante associa-se assim aos ministros da Indústria dos 26 Estados membros da União Europeia que participam na Reunião Informal subordinada ao tema “Competitividade”, alguns dias antes do Conselho Europeu que definirá a nova estratégia de competitividade para a UE 2010-2020.
Na agenda deste encontro, convocado pela Presidência Espanhola da UE, em San Sebastián, no País Basco, e que hoje termina, está o arranque de um novo grande projeto europeu destinado a promover a mobilidade elétrica.
Sob a presidência do ministro espanhol da Indústria, Turismo e Comércio, Miguel Sebastián, o dia vai ser preenchido com discussões em torno do desenvolvimento do veículo elétrico na Europa, com destaque para tópicos como o quadro de regulamentação, normalização, apoios financeiros e requisitos de infraestruturas.
Carlos Zorrinho referiu, a este propósito, que a sua presença neste encontro de destina a apresentar aos seus homólogos europeus "a experiência portuguesa".
"Neste domínio estamos claramente um passo à frente no uso dos veículos elétricos, por um lado para desenvolver uma perspetiva industrial inovadora - estamos a desenvolver em Portugal estruturas e programas informáticos que vão tornar viável a aposta no veículo eléctrico - e, por outro lado, a nossa aposta no veículo elétrico é feita em conjugação com a aposta nas energias renováveis", sustentou o ministro.
No entender de Zorrinho, a aposta nestes veículos permitirá "que Portugal fique menos dependente energeticamente, na medida em que fará menos importações de combustíveis fósseis".
"Não queremos estar sozinhos, queremos que a Europa vá connosco", insistiu o ministro português.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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