Especialista maketing e comunicação

We, we, we

por Pedro Bidarra, Publicado em 09 de Fevereiro de 2010   
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O consumidor tem hoje o poder de co-produzir conteúdos. Porque o faz e como aproveitar este poder foi tema da nossa reflexão. Chegámos a sete princípios, que, para vaidade nossa, fazem hoje parte das apresentações de Richard Allen, do Facebook.

1.ª Nenhum de nós é melhor que todos nós. A escala muda tudo e torna possível chegar onde sós nunca chegaríamos. Chama-se crowd sourcing, e no crowd sourcing quanto mais crowd melhor.

2.ª Toda gente tem algo para dar. Pode ser pouco, muito ou muitíssimo. Eu não escrevo sobre química, mas sou capaz de ler um artigo na Wikipédia e de acrescentar uma vírgula em falta.

3.ª Edit me. Para que outros colaborem tenho de abrir conteúdo à edição alheia. Um conteúdo fechado diz ao consumidor que não o quer a não ser como sujeito passivo.

4.ª A participação combate a solidão. Como espécie estamos programados para viver em grupo. A fragmentação das famílias e o desenraizamento aumentam a solidão e têm correlação com o aumento da depressão. O facebook é um antidepressivo e dos bons.

5.ª Não há dinheiro que pague uma motivação não financeira. Se eu pedir a um amigo que me ajude a mudar a casa ele aparece. Se eu acenar com cinco euros ele fica ofendido. A motivação para participar tem a ver com a expressão dos dons e talentos de cada um.

6.ª Por nós ou contra "Eles". São os dois grandes motivadores. A favor do colectivo ou contra governos, grandes corporações ou marcas, "Eles". Obama foi um exemplo deste princípio.

7.ª É preciso uma ideia. É a ideia que põe o motor em marcha, mas tem de fazer faísca, ser original, luminosa e pertinente para atrair co-produtores. Uma ideia é a única das condições que não dependem da massa mas do indivíduo.

Vice-presidente da BBDO


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