Macau e a província de Guangdong vão organizar este verão ações de promoção conjunta em Portugal e Espanha para captar parceiros para projetos na região do Delta do Rio das Pérolas e procurar novas oportunidades de negócio.
Em entrevista à Agência Lusa, o novo presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Jackson Chang, salientou que “será aproveitado o Encontro Empresarial entre a China e a lusofonia, que se realiza em junho em Lisboa, para organizar missões com empresários da China continental e Macau possivelmente no Porto e em Espanha”.
Aos investidores portugueses e espanhóis serão apresentados mais de uma centena de projetos que integram o plano de desenvolvimento da região do Delta do Rio das Pérolas, que Pequim pretende transformar num dos blocos económicos mais competitivos da Ásia-Pacífico até 2020, e, por sua vez, serão dadas as conhecer aos empresários chineses as oportunidades de negócio na Península Ibérica.
A união de esforços entre Guangdong, Macau e Hong Kong é uma estratégia de futuro, mas que ainda carece de uma melhor coordenação, defende Jackson Chang, sublinhando que o papel de Macau no contexto da Grande China “vai passar precisamente pela integração económica na região do Delta, devido à sua pequena dimensão”.
“As grandes infraestruturas em construção, como a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a Ilha da Montanha - que a China quer transformar num destino turístico internacional e num centro de tecnologia - vão facilitar a circulação de pessoas e bens e atrair mais turistas e empresários para a região”, disse o presidente do IPIM.
“Macau, Guangdong e Hong Kong precisam trabalhar melhor em conjunto. De facto, temos boas relações, mas precisamos investir e coordenar mais esforços para se conseguir atrair mais investimento para a região. Não só Macau irá beneficiar, mas as três regiões”, observou.
Jackson Chang realçou ainda o papel importante de Macau como plataforma entre a China e a lusofonia: “Os empresários chineses sabem que é a partir daqui que é mais fácil chegar ao mercado dos países de língua portuguesa, que poderão também aproveitar Macau para investir na China, porque temos gente a falar português e conhecemos a cultura”.
Ao reconhecer que “mais pode ser feito para que as pequenas e médias empresas (PME) chinesas prestem mais atenção ao potencial da lusofonia”, Jackson Chang garantiu que o IPIM vai dar continuidade este ano à “actividade intensa naqueles mercados”, estando já agendada a participação na Ovibeja, em abril, e na Feira de Comércio de Moçambique.
Outra das metas do IPIM é o reforço do apoio às PME de Macau na expansão dos negócios, além dos mercados tradicionais da Europa e Estados Unidos, com uma aposta em Taiwan e nos países da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático).
Jackson Chang, que era vogal executivo do IPIM, sucede na liderança do organismo a Lee Peng Hong, que foi exonerado do cargo após dez anos em funções, tendo sido nomeado vogal da empresa que gere o Parque Industrial Transfronteiriço Macau-Zhuhai.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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