Boston
Sarah Palin ataca política de Obama na convenção do "Tea Party"
Publicado em 08 de Fevereiro de 2010
Palin foi ovacionada pela direita radical e pode estar a preparar uma candidatura como independente
A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, poderá estar a preparar terreno para a corrida às eleições presidenciais de 2012. Não com o rótulo de republicana, mas como independente, apoiada pelo movimento conhecido por "Tea Party", que reúne os sectores mais à direita dos EUA. Palin marcou presença na primeira convenção do "Tea Party", que terminou no sábado, e recebeu uma ovação da direita radical.
Perante as centenas de conservadores que pagaram cerca de 300 dólares para estar presentes na primeira convenção do "Tea Party", em Nashville, Tenessee, Sarah Palin afirmou que os EUA "estão prontos para outra revolução". Na capital da música country, Palin disse acreditar que as políticas de Barack Obama durarão pouco e deu como exemplo as vitórias, há duas semanas, do republicano Scott Brown nas eleições parciais de Massachusetts - que arrebatou aos democratas a maioria absoluta no Senado - e de candidatos republicanos nas eleições para o cardo de governador em New Jersey e Virgínia. "Se há esperança em Massachusetts - um dos estados mais progressistas do país -, há esperança em qualquer lugar."
A ex-candidata a vice-presidente dos EUA ainda abordou temas como a dívida pública, a política de segurança e os programas do governo para atacar Obama durante o seu discurso de 45 minutos, que foi o ponto alto da convenção. Do orçamento de Estado para 2011 apresentado pelo presidente americano disse que era "imoral", pelos dispendiosos gastos. E para sua felicidade, ouviu os congressistas gritar "Run, Sarah, Run!" enquanto abandonava o púlpito.
Mas nem tudo é um mar de rosas entre Palin e a direita radical. Apesar de defender um regresso aos princípios conservadores, surgiram notícias de que Palin faria campanha no Arizona para apoiar o senador John McCain, que correu ao seu lado nas eleições presidenciais de 2008. McCain enfrenta o antigo congressista J.D. Hayworth, um conservador querido ao "Tea Party". O chorudo cachê que Palin recebeu para estar na convenção (100 mil dólares) também foi alvo de críticas de alguns dos seus apoiantes.
O "Tea Party" começou a ganhar visibilidade a partir de Abril de 2009 com a convocação de centenas de manifestações simultâneas em todo o país para protestar contra as políticas da Casa Branca e de Barack Obama. O nome "Tea Party" provem do motim promovido em Boston em 1773, quando os colonos americanos, saturados de impostos do governo britânico, atiraram ao mar as cargas de chá no porto de Boston.
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