Governo apoia investimentos para redes de nova geração com 90 milhões

Publicado em 08 de Fevereiro de 2010   
Consórcios da Optimus e da PT conquistam redes. Estado paga quase 60% do investimento
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O governo adjudicou este sábado as três redes de telecomunicações de nova geração para Portugal Continental, tendo o consórcio composto pela DSTelecom e Optimus ganho o contrato para a construção e exploração por 20 anos das redes de fibra óptica no Norte e Sul do país. Já a rede na região Centro ficou com a Viatel, empresa da Visabeira que concorreu em parceria com o grupo PT.

Na região Norte, a concessão da DST/Optimus - que vigora por 20 anos - vai cobrir os distritos de Aveiro, Braga, Porto, Vila Real ou Guarda, num total de 313 mil lares e perto de 490 mil habitantes. O mesmo consórcio ganhou a corrida à rede para o Alentejo e Algarve, onde terá de oferecer uma rede de telecomunicações de alta velocidade a 186 mil lares e 263 mil pessoas em Beja, Évora, Portalegre, Santarém e Faro.

No total, "o grupo DST vai investir 108 milhões de euros" nestas redes e "potenciar a criação de 3300 empregos directos e cobrir mais de 50% da população das regiões", avançou a empresa em comunicado.

Já a rede para Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Viseu ou Leiria, por exemplo, ficou com a Visabeira e a Portugal Telecom. Este consórcio será responsável por levar a nova geração de telecomunicações a 370 mil pessoas divididas em 262 mil lares.

Estado paga 90 milhões As três redes rurais de nova geração vão custar um total de 156,5 milhões de euros, dos quais 89,7 milhões, ou 58% do total, serão pagos por dinheiro público, segundo as contas do Ministério das Obras Públicas (MOPTC). A rede mais cara será a da região Norte, que obriga a um investimento de 68,7 milhões, dos quais 34,9 milhões serão públicos.

Segundo as contas do MOPTC, os cinco concursos lançados para este tipo de rede - falta adjudicar as redes dos Açores e Madeira -, permitirão levar a 1,2 milhões de portugueses - divididos em 810 mil lares em 139 concelhos - uma rede de telecomunicações de última geração. Objectivo: "Garantir que Portugal terá, dentro de dois anos, uma das redes mais avançadas e com maior cobertura do território nacional no contexto dos países europeus", segundo o MOPTC.


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