Ninguém para
Hugo Chávez. A nova guerra do presidente venezuelano é contra as
redes sociais e surge depois de uma manifestação virtual no
Twitter. Durante a semana passada milhares mensagens a exigir a demissão de Chávez e uma Venuezuela com liberdade de imprensa e opinião circularam na rede social. O presidente não achou graça e pediu aos deputados da Assembleia Nacional para prepararem uma
lei de controlo da internet.
Na terça-feira passada, venezuelanos mostraram seu poder: o Sindicato Nacional dos Jornalistas sugeriu aos usuários, na maioria jovens estudantes, que usassem a frase "Venezuela: zona de desastre para o exercício da liberdade de expressão, #FreeVenezuela" nas suas páginas. A acção conquistou o
terceiro lugar no ranking mundial de popularidade do site.
Segundo a imprensa venezuelana, os deputados já disseram que o
Twitter pode ser classificado como um "instrumento de terrorismo" e afirmaram que vão intervir na rede "a favor do bem-estar do povo", eliminando as ameaças perigosas que possam surgir no microblog.
Além de pedir a criação de uma lei que limite o uso da internet para protestos, Chávez quer que o
campeonato de basebol das Caraíbas não seja usado para questões políticas. Foi preciso pouco tempo para que o pedido do presidente se transformasse numa ordem enviada ao Ministério do Interior para que "fiscalize" possíveis manifestações em estádios.
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