Um telemóvel sensível ao toque e posição dos dedos. A evolução do multi-toque. Agarra-se na vertical, e ele sabe que queremos fazer uma chamada; agarra-se na horizontal, e ele adivinha que vamos tirar uma foto. Parece-me bem :) esta funcionalidade faz parte do mais recente pedido de patente da Motorola e dá a ideia de ser uma inovação interessante, que até pode gerar o próximo blockbuster da fabricante em crise. Diz-se também que vai produzir um telemóvel com Android (o sistema operativo do Google), mas ainda não há confirmação oficial.
A notícia tem relevo porque a Motorola é um óptimo exemplo do que acontece a uma tecnológica quando se deita à sombra da bananeira. Digo eu! Recolher louros e lucros por um gadget sensacional, que vende como água de coco no Brasil durante alguns anos, é o mesmo que habilitar-se a preparar um Chapter 11. Isto é, arrisca-se a terminar sem honra nem glória num processo de insolvência.
Enquanto os clamshell (telemóveis-concha) andaram na berra e a Nokia deixava o comboio passar, chegou a falar-se de um ataque da Motorola à liderança da fabricante finlandesa. Principalmente devido ao mercado norte-americano, onde a Nokia nunca conseguiu convencer os consumidores como fez no resto do mundo. Mas de há dois anos para cá a Motorola quase só faz manchetes pelas más razões: prejuízos, demissões, spin-offs, planos de contingência, queda do segundo para o quarto lugar do mercado.
Um horror para a empresa que nos pôs a todos com um telefone portátil no bolso.




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