O líder da bancada do PS assegurou hoje que o seu grupo parlamentar “não vai apresentar” o levantamento parcial do sigilo fiscal, sublinhando ser “absolutamente evidente” que “uma proposta desta natureza não suscita o consenso necessário”.
“Pude contar com o apoio muito claro do grupo parlamentar à atitude que adotei, que era a atitude possível neste momento, mas também deixei claro que houve aqui um grande equívoco na medida em que os três deputados que defendiam aquela proposta em nenhum momento ponderaram apresentá-la sem que ela previamente fosse discutida”, afirmou Francisco Assis.
O presidente do grupo parlamentar do PS falava aos jornalistas no final da reunião semanal da bancada.
Francisco Assis disse ainda não ter visto da parte dos deputados que subscreviam a proposta - Strecht Ribeiro, Afonso Candal e Mota Andrade - “nenhum comportamento desleal” e garantiu que “se tivesse tido a mais leve suspeita de que tinham agido com deslealdade teria adotado uma posição mais drástica”.
“A posição final é aquela que eu enunciei, o grupo parlamentar do PS não vai apresentar aquela iniciativa, temos outras propostas que atempadamente apresentaremos, no âmbito do combate à corrupção, apresentaremos essas propostas dentro de algum tempo”, declarou.
O líder parlamentar socialista considerou que após a reunião da sua bancada “é absolutamente evidente que uma proposta desta natureza não suscita o consenso necessário para poder ser algum dia apresentada como proposta”.
Interrogado sobre se deu algum “puxão de orelhas” aos três deputados, Assis respondeu que não: “Aqui não há puxões de orelhas a ninguém, somos todos adultos”.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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