Quatro dirigentes do PND-Madeira manifestaram-se hoje à tarde em frente ao Palácio de Belém, onde está reunido o Conselho de Estado, contra a política financeira do Governo Regional madeirense chefiado por Alberto João Jardim.
Os dirigentes do Partido da Nova Democracia (PND) Baltasar Aguiar, José Manuel Coelho, Gil Canha e Eduardo Welsh assistiram à entrada de Alberto João Jardim e dos restantes conselheiros de Estado no Palácio de Belém.
Exibindo uma faixa com a inscrição "Ajudem a Madeira mas não deem dinheiro ao Bokassa", os quatro permaneceram no local durante cerca de uma hora.
Em declarações à agência Lusa, Baltasar Aguiar afirmou que o PND-Madeira pretendeu apelar ao Estado português para que "discipline" a política financeira seguida por Alberto João Jardim e regulamente a aplicação das transferências para a região.
"Mandem dinheiro, mas ponham juízo neste senhor. Mandem dinheiro, mas disciplinem esta política financeira regional", pediu o dirigente e deputado regional do PND.
Baltasar Aguiar referiu que "o PND foi o único partido que votou contra" a proposta de alteração da Lei de Finanças Regionais aprovada na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, que está agora em discussão no Parlamento nacional.
"A iniciativa aprovada no Parlamento regional prevê, por exemplo, acabar com o limite de endividamento do doutor Alberto João Jardim. Somos contra isso, não queremos mais dívida. A iniciativa do Parlamento regional prevê, em segundo lugar, que o Estado avalize a dívida pública regional. Nós não queremos isso, nós queremos responsabilidade financeira", expôs.
"O doutor Alberto João Jardim nunca vem aos conselhos de Estado. Desta vez veio, por causa do vil metal. E nós cá viemos também chamar à atenção para isso", acrescentou.
De acordo com Baltasar Aguiar, "neste momento a Madeira já deve 4 600 milhões de euros, o doutor Alberto João Jardim conseguiu a proeza de construir uma dívida que significa sete por cento da dívida pública portuguesa".
O dirigente do PND acusou o Governo Regional da Madeira de gastar anualmente "só em clubes de futebol, cerca de 40 milhões de euros" e Alberto João Jardim de fazer "viagens pelo mundo fora" no valor aproximado de "quinhentos mil euros" por ano.
"A Madeira precisa da solidariedade nacional e das transferências, é justo que o Estado português procure colaborar com a nossa situação de insularidade. Não podemos é aceitar que as transferências que são para a insularidade sirvam apenas para alimentar um Estado-propaganda, uma máquina de propaganda do doutor Alberto João Jardim instalada no governo, um conjunto de despesas e uma política financeira que vão com certeza levar ao desastre e à falência da autonomia", afirmou.




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